Se você vive com uma renda reduzida, a casa própria pode parecer um objetivo distante, especialmente diante das limitações do orçamento. Entender como comprar um apartamento com salário mínimo ajuda a mudar essa percepção e a olhar para esse plano com mais clareza.
Esse cenário afeta uma parcela significativa da população, já que mais de um terço (35,3%) dos trabalhadores no Brasil recebe até um salário mínimo, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Esse conteúdo também está disponível na versão podcast. Aproveite a praticidade do áudio que preparamos para você. Para ouvir é só clicar no play!

Ainda assim, muita gente acredita que comprar um imóvel está fora da própria realidade, mas nem sempre isso é verdade.
A boa notícia é que há caminhos viáveis, mesmo com recursos limitados. Ao longo deste guia, descubra tudo o que precisa saber para tirar esse sonho do papel com informação e planejamento.
Vamos lá?
Tem como comprar um apartamento com salário mínimo?
Sim. É possível se houver enquadramento em programas habitacionais do governo como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), além da combinação de fatores como subsídio do governo, composição de renda, valor disponível para a entrada e saldo no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Na análise de crédito para o financiamento, outros critérios também são fundamentais para a realização do sonho, como:
- renda comprovada;
- comprometimento com as parcelas;
- score pessoal;
- se há dívidas ativas;
- valor do imóvel escolhido, que precisa estar alinhado à capacidade de pagamento.
Avaliar esses pontos com antecedência faz diferença no resultado. Quando você conhece sua realidade financeira e as exigências das instituições, consegue evitar frustrações, escolher um apê compatível e avançar com mais segurança no processo.
Esse cuidado torna a decisão mais consciente e aumenta as chances de uma aquisição bem-sucedida.
Mas o que é o MCMV exatamente e como esse programa do governo federal pode ajudar? Entenda a seguir.
O que é o MCMV e como pode ajudar na compra?
O Minha Casa, Minha Vida é um programa habitacional que facilita a compra da casa própria. A iniciativa oferece condições especiais de financiamento, como juros reduzidos e subsídios, que diminuem o valor das parcelas e tornam o acesso à moradia mais viável para famílias de baixa renda.
Além disso, permite direcionar recursos para a regularização de imóveis e a realização de reformas em moradias já existentes, o que amplia as possibilidades para quem já possui uma propriedade, mas precisa adequá-la.
Entre os principais benefícios do MCMV, destacam-se:
- subsídio: valor concedido pelo Governo Federal como desconto direto na conquista do apartamento, que reduz o custo total. Esse montante não precisa ser quitado ou devolvido;
- juros menores: as taxas do Minha Casa, Minha Vida são inferiores às praticadas no mercado imobiliário e variam conforme a faixa de renda e a região;
- regras facilitadas: as exigências são mais acessíveis, de acordo com o perfil do comprador e a modalidade contratada.
Essas condições tornam o programa uma alternativa relevante para quem busca comprar um apartamento com salário mínimo e ainda garantir equilíbrio financeiro.
Apenas na cidade de São Paulo, o MCMV respondeu por 63% das vendas entre janeiro e outubro de 2025, segundo dados do Secovi-SP (Sindicato de Empresas do Setor de Habitação em São Paulo), o que aponta a força do projeto como porta de entrada para os brasileiros.
Quem pode participar do Minha Casa, Minha Vida?

Para participar da iniciativa, é preciso atender aos seguintes requisitos:
- encaixar-se em uma das quatro faixas de renda do MCMV;
- ser brasileiro ou naturalizado no país;
- ter mais de 18 anos ou ser emancipado;
- não ter um imóvel próprio em seu nome;
- não estar no Cadastro Nacional de Mutuários (CADMUT);
- não ter outro financiamento imobiliário em andamento;
- nunca ter participado de um programa habitacional do governo.
As faixas de renda são essenciais para definir quais benefícios cada família pode receber, como subsídios, juros e condições de pagamento. Os limites de valores para áreas urbanas são os seguintes:
- Faixa 1: famílias com renda bruta de até R$ 3.200,00;
- Faixa 2: de R$ 3.200,01 mil até R$ 5.000,00;
- Faixa 3: de R$ 5.000,01 mil até R$ 9.600,00;
- Faixa 4: de R$ 9.600,01 até R$ 13.000,00.
Entendido o que é o MCMV e quem pode participar? Então, se você recebe um salário mínimo, a Faixa 1 é a que mais se aproxima da sua realidade.
Saber em qual categoria se enquadra ajuda a planejar melhor o uso das opções disponíveis e aumenta suas chances de conquistar a casa própria, mesmo com orçamento apertado.
O que é subsídio habitacional e como funciona?
É um benefício concedido pelo governo para reduzir o valor do imóvel e apoiar famílias de baixa renda na conquista da casa própria. Funciona como um desconto aplicado no preço da propriedade, que diminui o custo total do financiamento e torna as parcelas mais acessíveis.
Esse dinheiro pode ser aquele empurrãozinho que você precisa para comprar um apartamento com salário mínimo. Afinal, em regra, quanto menor for a renda familiar, maior tende a ser a quantia oferecida.
Compreenda melhor o que é subsídio com o vídeo da Tenda a seguir.
Quem tem direito ao subsídio?
De modo geral, pode solicitar o subsídio quem atende aos seguintes critérios:
- ser brasileiro ou naturalizado no país;
- ter acima de 18 anos;
- não possuir imóvel no nome;
- não ter participado de programas habitacionais do governo anteriormente;
- não trabalhar na Caixa Econômica Federal ou ter vínculo direto com funcionário;
- enquadrar-se na Faixa 1 ou 2 do programa Minha Casa, Minha Vida.
Essa verificação ocorre no momento da análise do cadastro e da documentação.
Do que depende o valor do subsídio?
Depende principalmente da renda mensal, da faixa do Minha Casa, Minha Vida na qual o comprador se enquadra, do imóvel e do perfil da família. Em regra, rendas mais baixas, imóveis de menor valor e regiões com maior incentivo público tendem a resultar em subsídios mais altos.
Quem se enquadra na Faixa 1 pode receber um valor de até 95% do valor da propriedade, enquanto participantes da Faixa 2 podem conseguir até R$ 55 mil, conforme os critérios e a pré-avaliação do banco.
Esses grupos abrangem pessoas que ganham salário mínimo, um pouco acima ou que optam pela composição de renda.
Para obter uma estimativa do valor disponível, utilize o Simulador de Subsídio da Tenda. A ferramenta é gratuita e fácil de usar. Basta informar dados como a região onde pretende morar, renda familiar e contato para receber o resultado.
Se você deseja comprar um apartamento com salário mínimo, também precisa entender o que é composição de renda e como essa modalidade pode facilitar a aquisição.
O que é composição de renda?
É a soma dos rendimentos de duas ou mais pessoas para solicitar um financiamento imobiliário. É possível compor renda com familiares, cônjuge, companheiro(a), noivo(a) ou até amigos, conforme as regras da instituição. Essa alternativa aumenta a capacidade de crédito e facilita a aprovação do pedido.
Esse processo ocorre porque, com base na comprovação de renda, os bancos avaliam se o solicitante tem capacidade financeira para arcar com as parcelas do contrato.
Por exemplo, imagine que Alice e seu marido trabalham de carteira assinada e cada um recebe R$ 1.621,00, enquanto a mãe dela tem uma aposentadoria de R$ 2.000. Ao somar a renda mensal dos três, o total da composição de renda seria de R$ 3.621,00.
Esse valor pode aumentar as chances da liberação do crédito e ampliar as opções de imóveis disponíveis.
Contudo, é fundamental escolher com cuidado quem fará parte do grupo, pois todos os envolvidos se tornam corresponsáveis pelo financiamento, assumem o compromisso de pagamento das parcelas e constam como proprietários durante todo o período do contrato.
Quais são as regras e condições da composição de renda?

É importante ficar atento aos seguintes requisitos:
- análise de risco de crédito: realizada pela instituição com todos os membros da composição, que considera histórico, pontuação em plataformas como o Serasa e eventuais restrições;
- características do imóvel: deve estar localizado na mesma cidade ou região onde os solicitantes moram ou trabalham há, pelo menos, um ano;
- perfil dos participantes: todos devem ser brasileiros, maiores de 18 anos e não podem apresentar delimitações de crédito, como CPF negativado.
Entendeu o que é composição de renda e como funciona? Para saber mais sobre a modalidade, confira o vídeo exclusivo do canal do YouTube da Construtora Tenda!
Qual o valor de entrada necessário para comprar um apartamento?
Em geral, o valor de entrada corresponde a 10% a 30% do preço do imóvel. Por exemplo, em um apartamento de R$ 200 mil, um investimento inicial de 20% equivale a R$ 40 mil. Caso não haja reserva financeira, existem alternativas que podem ajudar a viabilizar esse valor.
As opções mais comuns incluem usar o FGTS e utilizar uma estratégia de poupança planejada, que consiste em guardar dinheiro regularmente para melhor controle do orçamento.
A Tenda também oferece a possibilidade de parcelar o custo de entrada na compra dos apartamentos, o que facilita o acesso ao financiamento.
Nesse caso, é necessário pagar um sinal e dividir o restante do valor em até 72 meses (seis anos).
Dá para usar FGTS na entrada?
Sim. É possível utilizar o saldo do seu Fundo de Garantia tanto para pagar a entrada da casa ou apartamento quanto para reduzir o saldo devedor. Para cobrir o restante do valor da propriedade, no entanto, é preciso contratar um financiamento imobiliário junto a um banco ou instituição financeira.
Segundo a Secretaria de Comunicação Social, 12,2 milhões de pessoas têm direito ao benefício.
Saiba mais: Como sacar o FGTS para comprar um imóvel?
Quais são as condições para solicitar a liberação do saldo do FGTS?
Para solicitar, é preciso:
- ter pelo menos três anos de carteira assinada (consecutivos ou não), em uma ou mais empresas;
- não ter outro financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação (SFH);
- não ser dono de outra residência na cidade onde mora ou trabalha;
- a propriedade deve ser urbana e para moradia própria, e não para aluguel;
- pode ser um espaço usado ou novo;
- ter matrícula no Registro de Imóveis e não apresentar impedimento à comercialização.
- Além disso, o imóvel não pode ter sido financiado com o uso do FGTS nos últimos 3 anos.
Antes da liberação, a propriedade passa pela vistoria de um agente da Caixa Econômica Federal para atestar a finalidade de uso e as condições de habitabilidade.
Para garantir um processo mais tranquilo, certifique-se de cumprir todas as regras e reunir a documentação exigida, que você vê a seguir.
Quais são os documentos necessários para usar o FGTS?
A documentação necessária inclui:
- identidade com foto (RG ou CNH);
- CPF;
- extratos atualizados das contas vinculadas ao FGTS;
- carteira de trabalho ou comprovantes de vínculo empregatício;
- comprovante de estado civil;
- comprovante de residência;
- Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF);
- documentação do imóvel, conforme exigência da instituição financeira.
Para compradores que optam pela modalidade de composição de renda, vale ressaltar que é possível utilizar mais de um fundo de garantia na compra, caso os participantes se incluam nos requisitos.
No próximo tópico, veja como comprar um apartamento com salário mínimo em um passo a passo completo!
Como comprar um apartamento com salário mínimo? Passo a passo
Siga as etapas:
- Entenda seus gastos mensais;
- Elabore um planejamento financeiro;
- Reduza gastos desnecessários;
- Crie uma poupança para as despesas além das parcelas;
- Simule o valor do financiamento e do subsídio;
- Escolha o imóvel e verifique se encaixa no MCMV;
- Envie uma proposta e passe pela análise de crédito;
- Assine o contrato e acompanhe os prazos.
Entenda cada passo!
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1. Entenda seus gastos mensais
Primeiramente, organize suas finanças pessoais. É importante saber o valor real do seu salário, despesas mensais, pequenas compras do dia a dia e quanto do orçamento fica comprometido todos os meses.
Utilize uma planilha digital, aplicativo ou até mesmo um caderninho para anotar tudo. Inclua as quantias, datas de vencimento, origem e taxas de juros, se for o caso.
Registre as contas fixas, como aluguel, água, energia, internet, além da alimentação. Separadamente, faça um levantamento de gastos ocasionais, como passeios, roupas, refeições fora de casa e presentes.
Esse processo permite uma visão transparente da sua verba e de quanto dinheiro pode direcionar para financiar.
2. Elabore um planejamento financeiro

O próximo passo é transformar esses registros em um plano. Estabeleça limites de gastos para cada área da sua vida, de acordo com sua renda e prioridades.
Divida em categorias como moradia, alimentação, saúde, transporte, lazer e dívidas para facilitar a organização mensal.
Uma estratégia prática é estabelecer percentuais para cada finalidade. Parte da renda deve cobrir despesas essenciais, outra pode ser direcionada ao pagamento de dívidas, enquanto uma parcela fica reservada para poupar.
Esse equilíbrio permite criar metas alcançáveis e preparar o orçamento para compromissos maiores, como comprar um apartamento com salário mínimo.
Por exemplo:
- 50% da sua renda é destinada a despesas indispensáveis (moradia, alimentação, contas de consumo);
- 30% vai para gastos com lazer (cinema, viagens curtas);
- 20% pode ser direcionado para uma poupança de emergência e investimentos.
Basta adaptar as quantias conforme seu perfil e realidade financeira.
3. Reduza gastos desnecessários
Cortar gastos é essencial para manter um orçamento familiar equilibrado. Não adianta organizar as finanças se os hábitos de consumo continuam desajustados.
Muitas pessoas endividadas gastam mais do que ganham e mantêm despesas supérfluas, como compras frequentes de roupas e sapatos ou pedidos de delivery mesmo com comida em casa.
Esse é o momento para analisar o orçamento com atenção e identificar se há despesas desnecessárias que comprometem sua renda.
Revise planos de assinatura de serviços pouco utilizados, como streamings, verifique taxas bancárias evitáveis e avalie atividades ou produtos que podem ser substituídos por opções mais econômicas.
Após esse diagnóstico, faça ajustes e evite compras por impulso. Mudanças como essa, feitas de forma consciente, ajudam a fortalecer sua vida financeira e aproximam a conquista de objetivos maiores.
4. Crie uma poupança para as despesas além das parcelas
Reserve uma parte do seu salário para poupar todos os meses. Criar esse hábito ajuda a formar uma reserva e torna mais viável comprar um apartamento com salário mínimo.
Mesmo valores menores, quando guardados com regularidade, podem fazer diferença.
Além de utilizar essa quantia para o valor de entrada, pode servir de apoio para o pagamento das taxas de registros em cartório, emissões de certidões do imóvel e o ITBI (Imposto de Transmissão de Bens e Imóveis), necessário para a regularização da propriedade.
5. Simule o valor do financiamento e do subsídio
Para entender melhor quanto precisa investir na compra do apê, faça uma estimativa do custo.
Com o Simulador de Financiamento da Tenda, você descobre o preço aproximado tanto do imóvel quanto das parcelas mensais.
Preencha informações básicas como localização, receita familiar, idade e telefone de contato e receba o resultado gratuitamente!
6. Escolha o imóvel e verifique se encaixa no MCMV
Faça uma boa pesquisa de mercado. Existem imóveis de diversos valores e modelos, mas é essencial priorizar a localização onde deseja morar e identificar quais opções realmente cabem no seu orçamento.
Para facilitar esse processo, considere os seguintes pontos:
- verificar o preço do imóvel e confirmar se é compatível a sua renda;
- confirmar se a região escolhida tem comércio, escolas e hospitais por perto;
- conferir os benefícios do condomínio, como área de lazer, salões de festas, segurança e demais comodidades;
- cogitar apartamentos na planta, que costumam ser mais baratos e oferecem condições especiais para a entrada e pagamento.
Pesquisar com calma aumenta suas chances de encontrar uma alternativa adequada às suas necessidades e ao seu planejamento financeiro.
7. Envie proposta e passe pela análise de crédito
Após escolher a propriedade, formalize sua intenção de compra junto ao banco autorizado pelo Minha Casa, Minha Vida.
Nesse momento, é necessário apresentar seus documentos pessoais para a análise e confirmação do seu enquadramento nos critérios do programa.
Se você entendeu o que é composição de renda e optou pela modalidade, todos os participantes passam pela análise de crédito. O banco avalia histórico financeiro, score, dívidas e capacidade de pagamento das parcelas de cada um.
A aprovação garante a liberação e assegura que todo o processo ocorra corretamente.
8. Assine contrato e acompanhe prazos
Com a autorização do crédito, chega o momento de assinar o contrato. Leia atentamente todas as cláusulas, inclusive valores, prazos, taxas e responsabilidades de cada parte.
Se houver dúvidas, é recomendável buscar orientação de um profissional especializado. Segundo pesquisa da The University of Law, 68% das pessoas não leem ou não entendem os documentos que assinam.
Não deixe nada pendente: se identificar qualquer erro ou inconsistência, solicite a correção imediatamente e garanta que seus direitos estejam protegidos.
Após a assinatura, acompanhe todos os prazos do processo, como pagamentos, entrega do imóvel (se for na planta), regularização documental e registro em cartório.
Assim, você tem segurança e controle durante todas as etapas, até tomar posse definitiva do apartamento.
Como aumentar as chances de aprovação?
É fundamental manter o CPF sem restrições, reduzir dívidas e compromissos mensais, além de comprovar a renda corretamente, conforme o modelo de trabalho (CLT, autônomo, informal). Esses fatores são decisivos para que o banco ou instituição avalie positivamente sua capacidade de pagamento e libere o crédito.
Saiba mais sobre cada ponto a seguir.
Evite restrições e nome sujo
Manter o CPF limpo é essencial para aprovação. Evite atrasos em contas de cartão, empréstimos e serviços essenciais, como água, luz e telefone. Se houver pendências, negocie quanto antes, solicite a baixa de restrições e guarde os comprovantes.
Além disso, consulte periodicamente órgãos como Serasa e SPC para verificar seu status.
Segundo 6ª edição do Serasa Comportamento, 7 em cada 10 brasileiros têm o costume de consultar o próprio score. Contudo, essa prática é crucial para acompanhar sua saúde financeira e identificar possíveis problemas.
Uma dica é programar alertas de vencimento de contas para nunca perder prazos e evitar qualquer registro negativo.
Reduza dívidas e compromisso mensal

Se você tem dívidas, chegou a hora de negociar. Siga o passo a passo:
- Liste todos os compromissos mensais ainda pendentes;
- Priorize renegociação de débitos maiores ou com juros altos;
- Entre em contato com cada credor e demonstre sua intenção de chegar em um acordo justo para ambos os lados;
- Participe de feirões de negociação, como os da Caixa e Serasa, que oferecem descontos de até 90%;
- Prefira quitar dívidas à vista quando possível;
- Evite assumir novos débitos antes da aprovação;
- Mantenha controle de parcelas e deveres futuros;
- Atualize seu planejamento financeiro após cada negociação.
Lembre-se: você só deve renegociar suas dívidas se de fato tem condições de cumprir com o acordado.
Comprove renda corretamente
A comprovação de renda é determinante para aprovação. Para trabalhadores CLT, utilize holerites recentes, extratos bancários e contrato de trabalho.
Autônomos podem apresentar extratos bancários, declaração de Imposto de Renda, recibos de prestação de serviços e notas fiscais.
Quem atua na informalidade deve reunir comprovantes de movimentação financeira, como extratos de contas, depósitos, pagamentos recebidos via PIX ou aplicativos, além de declaração de rendimento simplificada, se possível.
Quanto mais organizado e completo estiver o conjunto de documentos, maior a credibilidade perante o banco.
Perguntas frequentes
Quem ganha um salário mínimo consegue financiar?
Sim, tem como comprar um apartamento com salário mínimo, especialmente se você se enquadrar nas condições do Minha Casa, Minha Vida. Com benefícios como subsídio do governo, composição de renda e uso do FGTS, é viável organizar o valor da entrada e garantir parcelas compatíveis com o orçamento.
Dá para comprar sozinho? E sendo casado?
Sim, é possível comprar um imóvel sozinho, desde que a renda seja suficiente para cobrir a entrada e as parcelas. Quem é casado ou está em uma união estável, pode utilizar a composição de renda para aumentar a capacidade de pagamento e facilitar a aprovação do financiamento.
Posso comprar em outra cidade?
Pode, mas o imóvel deve estar localizado em uma região compatível com as regras do MCMV, geralmente próxima à residência ou trabalho do solicitante. Nesse caso, é necessário comprovar vínculo residencial ou empregatício na cidade de destino. Além disso, vale verificar custos adicionais, como deslocamento e infraestrutura do local.
O que acontece se eu atrasar parcelas?
O atraso nas parcelas pode gerar juros, multas e registrar restrições no CPF. A depender do tempo de inadimplência, o banco pode cobrar judicialmente ou até rescindir o contrato. Para evitar problemas, entre em contato com a instituição assim que houver dificuldade e negocie alternativas de pagamento.
Qual o valor das parcelas do financiamento?
Segundo a lei Nº 8.692, as parcelas não podem ultrapassar 30% da renda familiar. O processo de análise de crédito do banco evita a aprovação de valores maiores. Portanto, avalie diferentes instituições, taxas e prazos para escolher a alternativa mais acessível, que não comprometa demais o seu orçamento.
A Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida tem direito ao subsídio?
Não. O benefício se concentra apenas nas Faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida, voltadas às rendas mais baixas. Porém, quem está nessa faixa ainda pode financiar com condições especiais e utilizar o FGTS para pagar entrada, reduzir parcelas ou amortizar o saldo devedor.
Quais são os tipos de financiamento imobiliário?
Os principais incluem o Sistema Financeiro de Habitação, que utiliza FGTS e poupança, com limite de valor e prazo de até 35 anos, e o Sistema de Financiamento Imobiliário, com negociação direta e cobertura de até 90% do imóvel. Cada modalidade tem regras próprias, juros específicos e finalidades diferentes.
O que é amortização?
É o ato de adiantar parcelas para reduzir o saldo devedor do financiamento. Nos imóveis, ocorre por três sistemas: Tabela Price, com parcelas fixas; Tabela SAC, com valores maiores no início e menores no final; e Sacre, que combina ambos e permite reduções graduais conforme a correção da Taxa Referencial.
Resumo
- O Minha Casa, Minha Vida é um programa do governo que oferece juros menores e condições facilitadas para brasileiros de baixa renda.
- Participantes da Faixa 1 e 2 do MCMV têm direito ao subsídio, um desconto que diminui o valor do imóvel no financiamento.
- A composição de renda pode ajudar na compra do apartamento com salário mínimo, pois soma rendimentos, aumenta a capacidade de crédito e facilita a aprovação.
- O FGTS pode pagar a entrada ou reduzir o saldo devedor, desde que o comprador cumpra os requisitos do SFH.
- Simular os valores do subsídio e do financiamento é fundamental para evitar surpresas, organizar o planejamento e escolher o imóvel certo.
Faça uma simulação e entre em contato com a Tenda
Agora que você sabe como comprar um apartamento com salário mínimo, é hora de seguir os passos deste guia e aproveitar as vantagens do Minha Casa, Minha Vida.
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