Segundo dados do órgão de pesquisas FJP (Fundação João Pinheiro), o déficit habitacional nacional é de 5,9 milhões, o que evidencia a necessidade de soluções que facilitem a compra e garantam um lar digno para mais famílias.
Esse modelo atende principalmente pessoas de baixa e média renda que, de outra forma, enfrentariam dificuldades para entrar no mercado imobiliário.
Você se identificou e quer saber mais?
Neste guia, você descobre o que é SFH, como funciona, quais suas vantagens e tudo que precisa saber para encontrar e financiar o apartamento ideal. Afinal, entender as regras é o primeiro passo para tomar uma decisão segura e sem surpresas no futuro.
Vamos lá?
O que é o SFH (Sistema Financeiro de Habitação)?
SFH (Sistema Financeiro de Habitação) é um tipo de financiamento habitacional que o governo federal instituiu em 1964 pela Lei nº 4.380. O objetivo da implementação é ampliar a oportunidade de moradia no país, especialmente para famílias que não dispõem de recursos para pagar um imóvel à vista.
O projeto surgiu como parte de uma política ampla, com suporte financeiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e da caderneta de poupança.
Esses fundos garantem que os bancos tenham dinheiro disponível para oferecer crédito com juros menores do que o mercado tradicional.
O sistema também estabelece regras para evitar que as parcelas comprometam demais o orçamento familiar. Por exemplo, o valor mensal não pode ultrapassar 30% da renda bruta do comprador.
Além disso, é possível financiar no máximo 80% do preço do imóvel.
Em resumo, essa alternativa promove a compra da casa própria de forma mais justa, com condições acessíveis e prazos flexíveis para pagamento.
Como funciona o SFH?
O SFH (Sistema Financeiro de Habitação) funciona de maneira simples, com regras bem definidas e envolve alguns pontos essenciais para a liberação do financiamento:
- atendimento aos requisitos do comprador;
- escolha do imóvel;
- apresentação dos documentos;
- pagamento das parcelas.
Entenda cada uma!
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Atendimento aos requisitos do comprador
É necessário que o interessado atenda a algumas condições básicas para se qualificar ao financiamento pelo SFH:
- maior de idade ou emancipado após os 16 anos;
- cidadão brasileiro, naturalizado ou que tenha visto permanente;
- ter renda compatível e comprovada para pagar as parcelas;
- não ter outro financiamento ativo;
- estar em dia com obrigações financeiras;
- não ter restrições no nome nos cadastros de inadimplência.
Escolha do imóvel
O processo para solicitar o recurso começa com a escolha do imóvel, que deve atender aos seguintes requisitos:
- estar localizado em área urbana;
- estar na região onde o contratante reside ou trabalha;
- ter custo máximo de até R$ 1,5 milhão;
- destinar-se exclusivamente à moradia (não é permitido uso comercial);
- ter registro em cartório e documentação regularizada.
Além disso, o imóvel pode ser novo ou usado, desde que esteja em condições habitáveis e com avaliação que comprove seu valor.
Se você não tem ideia de preços, o Simulador de Financiamento da Tenda pode ajudar. A calculadora mostra o gasto estimado, tanto o custo total, quanto das parcelas mensais e a possibilidade de subsídio.
Basta preencher informações como localização do imóvel, sua renda familiar, idade e telefone para contato para receber o resultado.
Apresentação dos documentos
O comprador deve procurar uma instituição financeira autorizada, como bancos ou construtoras, que operem com essa modalidade de crédito.
É necessário apresentar documentos pessoais, comprovantes de renda e documentação do imóvel desejado para análise. Essa avaliação confere a capacidade financeira da família e o valor do bem, para garantir que estejam nos parâmetros do programa.
Pagamento das parcelas
Após aprovação e assinatura do contrato, o cliente recebe o crédito para a compra do imóvel e começa a pagar as parcelas, que incluem o custo principal, os juros (limitados por lei a 12% ao ano) e o seguro habitacional obrigatório.
O prazo para a quitação pode chegar a 35 anos (420 meses), o que facilita o financiamento e torna os valores mensais mais em conta.
Quais são as diferenças entre SFH e SFI?
Embora o SFH seja mais popular, existe outro modelo: o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), da Lei Nº 9.514.
Essa alternativa serve para propriedades de qualquer valor, e suas condições dependem da negociação entre cliente e instituição financeira. Ou seja, não há controle governamental.
Para facilitar a compreensão, confira as principais diferenças entre SFH e SFI:
- margem de preço: existe um teto definido no Sistema Financeiro de Habitação, enquanto no SFI não há restrição;
- limite de financiamento: o modelo do governo aceita financiar até 80% do total do imóvel. Já o SFI permite o valor completo;
- possibilidade de recursos: o SFH permite o uso do FGTS, e o Sistema de Financiamento Imobiliário não;
- taxa de juros: a porcentagem é limitada por lei no SFH. Já no SFI o banco pode definir livremente;
- público-alvo: SFH é destinado a famílias de baixa e média renda, e o SFI também atende renda alta.
Apesar de ser mais flexível, o Sistema de Financiamento Imobiliário conta com custos geralmente mais altos, enquanto o outro modelo oferece mais segurança e previsibilidade.
5 Vantagens do SFH (Sistema Financeiro de Habitação)
O Sistema Financeiro de Habitação (SFH) oferece muitos benefícios atrativos para seus usuários. Confira os principais!
1. Juros limitados por lei
Uma das maiores vantagens é que as taxas de juros são reguladas e limitadas a 12% ao ano, o que torna a modalidade mais acessível e evita cobranças abusivas.
Por exemplo, se uma família adquire um apartamento de R$ 200 mil, sabe que não pagará juros acima desse teto, o que facilita a organização financeira.
2. Uso do FGTS como recurso
O SFH permite sacar o saldo do FGTS para usar como entrada, amortizar a dívida ou pagar parte das parcelas, o que pode reduzir consideravelmente o preço final.
3. Prazos estendidos para pagamento
O longo prazo de amortização facilita a aquisição do imóvel porque dilui o gasto mensal.
Por exemplo, um casal que financia um imóvel de R$ 300 mil pode optar por um prazo mais distante, o que torna o compromisso financeiro mais confortável para o orçamento familiar.
4. Segurança jurídica
O SFH exige que o imóvel tenha documentação regularizada e registro em cartório para garantir segurança legal ao comprador. Essa questão é crucial porque evita problemas futuros, como moradias com dívidas ou disputas judiciais.
5. Foco em famílias de baixa e média renda
O sistema é feito especialmente para quem tem renda baixa e média. Assim, uma família com renda mensal de R$ 4 mil pode conseguir um apartamento com parcelas que cabem no bolso, sem comprometer o sustento diário.
Quais são as desvantagens do SFH?
Apesar dos benefícios, o modelo pode apresentar alguns pontos negativos, como:
- limite de valor do imóvel: pode restringir a escolha, especialmente em cidades com preços mais altos;
- burocracia: o processo de aprovação pode ser demorado e exigir muita documentação;
- restrições de uso: não permite financiar imóveis comerciais ou para investimento;
- taxas adicionais: custos como seguro habitacional aumentam o valor final.
Uma possível solução para quem não encontra um imóvel nos parâmetros exigidos é buscar regiões mais acessíveis ou considerar o SFI, caso tenha condições de arcar com custos maiores.
No entanto, o Sistema Financeiro de Habitação permanece como uma das melhores opções para famílias de baixa renda que buscam opções com juros mais baixos e regras claras.
Afinal, um bom financiamento não é apenas sobre pagar menos, mas sobre ter tranquilidade e segurança ao longo da trajetória.
Onde comprar meu apê com o Sistema Financeiro de Habitação (SFH)?
Se você quer comprar seu primeiro apartamento pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), pode conferir as opções disponíveis na Construtora Tenda.
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