Trilha da Conquista

FGTS Futuro: o que é? Quem pode usar? Vantagens e cuidados

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Blog da Tenda
Ícone Calendário | tenda.com Data:
27/11/2025
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Você já ouviu falar em FGTS Futuro? Essa operação do Governo Federal está em vigor desde abril de 2024, e busca auxiliar a população de baixa renda a conquistar o sonho da casa própria.

Um levantamento do Instituto Realtime Big Data aponta que 74% dos brasileiros utilizam o dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas, enquanto 14% realizam investimentos e 12% para outros fins.

Mas você já pensou em utilizar esse recurso antecipadamente para facilitar o acesso ao financiamento imobiliário? Hoje você pode!

Neste guia, tire todas as suas dúvidas sobre essa novidade, como o que é, quem pode utilizar, o que acontece em caso de demissão e o que muda nos depósitos do FGTS com o FGTS Futuro.

Vamos lá?

O que é FGTS Futuro?

O FGTS Futuro é uma modalidade que permite ao trabalhador usar os depósitos posteriores do Fundo de Garantia para financiar a compra da casa própria pelo Minha Casa Minha Vida (MCMV). Assim, o saldo projetado dos meses seguintes pode ser considerado parte do valor para entrada ou amortização do financiamento.

Para entender melhor, o FGTS tradicional representa uma poupança para pessoas contratadas sob o regime CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Todo mês, o empregador envia obrigatoriamente 8% do salário do funcionário em sua conta pessoal, sem desconto na folha de pagamento.

A novidade aproveita essa estrutura básica e permite utilizar depósitos que ainda serão feitos como uma antecipação de crédito. Dessa forma, facilita o acesso ao imóvel mesmo antes de acumular todo o dinheiro necessário.

Também permite a conquista de moradias de melhor qualidade, aumenta o poder de compra e confere condições melhores de pagamento.

Antes, muitas solicitações eram recusadas devido à insuficiência de receita. Agora, mais famílias podem se beneficiar do programa.

Vale lembrar que já era possível utilizar o saldo disponível do FGTS para abater as parcelas do financiamento imobiliário. No entanto, com essa medida, os bancos também consideram os depósitos futuros como fonte de renda para os solicitantes.

Como funciona o FGTS Futuro na prática?

Segundo nota do Ministério das Cidades à imprensa, na prática, famílias da Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida com renda de até R$ 2.850 podem aumentar o valor do financiamento em até R$ 8 mil ao usar saldo projetado do FGTS como recurso.

A simulação considera o depósito mensal de cerca de R$ 160 na conta vinculada ao fundo do trabalhador. Ou seja, com a renda bruta de R$ 2 mil, por exemplo, seriam 8% obrigatórios.

Nesse caso, se a família conseguir aprovação de um crédito que comprometa até 22% de seu lucro mensal, poderá financiar cerca de R$ 100 mil. Assim, cada parcela ficaria cerca de R$ 440 por mês.

Esse cálculo considera as condições de prazo máximo de pagamento de 420 meses e os juros mais baixos oferecidos pelo fundo. 

Além disso, se essa família quiser utilizar os recursos dos depósitos posteriores do FGTS pelos próximos 60 meses (5 anos), ainda pode ampliar o valor do financiamento em cerca de 8%, o que alcança aproximadamente R$ 108 mil.

O que muda nos depósitos do FGTS com o FGTS Futuro?

Com o FGTS Futuro, os bancos passam a considerar antecipadamente os valores mensais que o empregador armazena na sua conta vinculada ao fundo de garantia, o que permite ao trabalhador usar esse saldo projetado como comprovação de crédito para adquirir imóveis mais caros ou com parcelas menores.

Outra mudança é a possibilidade de utilizar até 120 depósitos sucessivos.

No entanto, a quantia que o funcionário recebe permanece a mesma, ou seja, corresponde a 8% do seu salário. Além disso, ainda é responsável pelo pagamento da diferença entre o custo total e o valor coberto pelo fundo.

Na prática, a Caixa Econômica Federal, que atua como agente operador do governo, repassa os depósitos atuais e seguintes do FGTS automaticamente para o banco que concedeu o financiamento habitacional.

Dessa forma, permite ao comprador conquistar uma moradia melhor, sem a necessidade de aumentar o comprometimento de sua renda.

Ficou claro o que muda nos depósitos do FGTS com o FGTS Futuro? A seguir, descubra se você se enquadra nos requisitos do benefício.

Quem pode utilizar o FGTS Futuro?

Para utilizar o FGTS Futuro é necessário preencher todos os seguintes requisitos:

  • ser trabalhador formal de carteira assinada;
  • não possuir imóvel residencial em seu nome no mesmo município;
  • ter renda bruta mensal da Faixa 1 (até R$ 2.850 mil);
  • participar do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

Se você se enquadra nas condições, saiba que é necessário autorizar o uso dessa modalidade diretamente pelo aplicativo, disponível gratuitamente na Play Store (Android) e App Store (iOS/Iphone).

Antes de baixar o app, confira o desenvolvedor do mesmo, que deve ser a Caixa Econômica Federal. Fique atento e evite cópias, pois podem comprometer a segurança dos seus dados e causar fraudes.

O grupo familiar pertencente à Faixa 1 do MCMV também tem direito ao subsídio, que concede descontos no total do contrato do financiamento, custeados pelo fundo de garantia. Atualmente, o limite para esse auxílio é de R$ 55 mil.

Para ter uma estimativa mais clara sobre quanto você pode conseguir com esse benefício, use o Simulador de Subsídio da Tenda. A calculadora verifica o valor de forma simples e rápida: basta informar seu estado e região de interesse do imóvel, renda familiar, e seu nome e telefone.

Já pago um financiamento, posso fazer a antecipação do FGTS?

Você só pode fazer a antecipação do FGTS ao contratar um financiamento imobiliário pelo Minha Casa, Minha Vida. Não é permitido aderir ao recurso se a modalidade já estiver em andamento. Se você deseja utilizar o crédito com base nos depósitos futuros, é necessário solicitar antes da assinatura do contrato.

Como usar o FGTS Futuro para comprar um apartamento?

Usar o saldo projetado do FGTS para comprar um apartamento é muito fácil. Siga o passo a passo:

  1. Verifique se você se encaixa nos requisitos do programa;
  2. Autorize o uso da modalidade no app FGTS;
  3. Solicite o financiamento habitacional no banco e informe seu interesse no recurso;
  4. Apresente os documentos necessários para a análise de crédito;
  5. Aguarde aprovação;
  6. Assine o contrato e formalize a modalidade;
  7. Faça os pagamentos mensais enquanto o fundo cobre a outra parte da parcela.

Quais as vantagens de usar o FGTS Futuro?

As principais vantagens de usar o FGTS Futuro são:

  • parcelas mais baixas;
  • facilidade na compra do imóvel;
  • aumento da capacidade de pagamento;
  • uso automático, sem preocupação.

Saiba mais sobre cada uma!

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Parcelas mais baixas

Ao optar pela modalidade Futuro, o beneficiário conta com parcelas mais acessíveis, já que a diferença é coberta pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

Essa modalidade oferece um alívio financeiro significativo, reduz as despesas mensais e permite uma gestão mais equilibrada das finanças.

Além disso, proporciona uma solução inovadora para aqueles que buscam formas de facilitar o pagamento do financiamento habitacional, enquanto garantem o uso inteligente dos recursos disponíveis. 

Dessa forma, a antecipação do FGTS se apresenta como uma alternativa vantajosa para mutuários que desejam maior flexibilidade financeira sem comprometer a segurança.

Facilidade na compra

A facilidade na compra é uma vantagem relevante para quem enfrenta dificuldade em comprovar renda suficiente para conseguir um financiamento imobiliário.

O adiantamento dos recursos permite que famílias com lucro limitado tenham acesso facilitado, mesmo quando a comprovação tradicional de receita não atende às exigências dos bancos.

Assim, o saldo projetado funciona como um complemento, que amplia o limite aprovado para o crédito habitacional e oferece condições mais flexíveis para o pagamento.

Aumento da capacidade de pagamento

Ao aumentar a capacidade monetária das famílias para obter créditos imobiliários, esse sistema permite a aquisição de propriedades mais caras sem elevar o valor das parcelas mensais.

Isso acontece porque os depósitos feitos pelo empregador na conta do FGTS vão diretamente ao valor das parcelas, o que reduz o montante total.

Atualmente, o máximo comprometido não pode ultrapassar 25% da renda do trabalhador, o que proporciona uma margem de segurança financeira considerável. 

Assim, essa estratégia amplia as opções de moradia disponíveis para as famílias de baixa renda, além de impedir que as despesas habitacionais comprometam excessivamente o orçamento familiar.

Uso automático, sem preocupação

Outra vantagem interessante é que o banco desconta automaticamente, todos os meses, o valor das parcelas direto da conta vinculada do trabalhador.

Portanto, ao aderir ao programa, fica mais fácil ter controle financeiro e evitar atrasos nos pagamentos.

Quais são os cuidados necessários com a modalidade?

É essencial esclarecer que a escolha de adotar essa alternativa é de sua exclusiva responsabilidade, já que não é compulsória.

Além disso, ao aderir ao sistema, o trabalhador deixa de acumular o saldo integral no fundo, pois os depósitos mensais são usados diretamente para pagar as parcelas, em vez de ficarem disponíveis para saque em situações como demissão sem justa causa, aposentadoria ou emergência.

Nesse período, também não é possível optar por outras modalidades relacionadas ao fundo, como o Saque-Aniversário, até a quitação de todos os depósitos comprometidos em contrato.

Apesar desse bloqueio, ainda pode receber a multa rescisória de 40% sobre os depósitos.

De qualquer forma, recomenda-se avaliar se sua renda é estável e se há reserva financeira para imprevistos antes de se inscrever.

Também é fundamental estar atento ao que acontece em caso de demissão, uma ocorrência de maior risco. Entenda a seguir!

O que acontece em caso de demissão?

Se houver demissão, os depósitos do usuário do FGTS Futuro cessam após 6 meses e o abatimento das parcelas do financiamento imobiliário deixa de ocorrer. O trabalhador passa a pagar integralmente com sua própria renda, o que pode impactar o orçamento e comprometer o pagamento da dívida.

Na prática, significa que, passado esse período, o valor da parcela sobe, pois a parte antes coberta pelo reservatório passa a ser incorporada à cobrança.

Por exemplo, a família que pagava R$ 440 e tinha R$ 160 complementados pelo fundo, precisaria arcar com R$ 600 mensais.

Além disso, o sistema incorpora ao saldo devedor os valores não pagos durante o período de seis meses, o que aumenta o total financiado. Seriam R$ 160 multiplicados por 6, ou seja, R$ 960 a mais na dívida.

Se, após esse prazo, houver atraso no pagamento ou o usuário se torne inadimplente, também enfrentará o risco de perder a propriedade para o banco, que pode tomar posse do imóvel para garantir o cumprimento das obrigações.

Como evitar problemas financeiros em caso de demissão?

Para minimizar os riscos diante uma possível demissão, antes mesmo de assinar o contrato, é fundamental criar uma poupança de segurança que cubra pelo menos seis meses das parcelas do financiamento integralmente, a fim de garantir tranquilidade e segurança caso os depósitos do FGTS cessem ou haja outras urgências.

Além disso, busque fontes alternativas de renda temporária para manter os pagamentos em dia. Mantenha contato constante com o banco e informe-se sobre possibilidades de negociação, como prazos estendidos ou suspensão temporária, para evitar inadimplência e o risco de perder o imóvel.

Um planejamento financeiro cuidadoso e a antecipação de imprevistos são essenciais para preservar seu patrimônio.

O governo pode ampliar o acesso a esse programa?

A iniciativa FGTS Futuro prioriza indivíduos com receita bruta mensal familiar de até R$ 2.850, que compreendem a Faixa 1 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Apesar da medida já estar ativa para o público, continua em fase de teste e sujeita a revisão. 

O governo avalia expandir essa ação para outros grupos de renda, que abrangem famílias de até R$ 12.000. Contudo, essa ampliação depende da aprovação do Conselho Curador do FGTS.

Essa decisão é significativa, pois afeta não apenas a política habitacional, mas também traz consequências econômicas e sociais mais abrangentes. 

Portanto, possíveis mudanças e acréscimos devem considerar cuidadosamente os aspectos financeiros e demandas da população. O papel do Conselho Curador é crucial nesse contexto, por garantir a viabilidade e a eficácia das políticas públicas no setor habitacional.

Fale com um especialista da Tenda e tire suas dúvidas

Entendeu o que muda nos depósitos do FGTS com o FGTS Futuro?

Se quiser saber mais sobre como funciona o financiamento ou precisar de ajuda para dar os próximos passos rumo ao apê dos seus sonhos, entre em contato com a equipe da Construtora Tenda.

Estamos prontos para acompanhar você em cada etapa da conquista do seu lar. Vamos juntos tornar essa conquista uma realidade!

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