Entender como comprar um apartamento representa um passo decisivo para quem deseja sair do aluguel e construir segurança no longo prazo. Esse objetivo costuma vir acompanhado de dúvidas sobre financiamento, valores envolvidos e exigências do processo. Com informações organizadas e decisões bem-orientadas, o caminho até o imóvel próprio se torna mais previsível e possível.
Para avaliar a importância desse sonho no Brasil, dados do governo federal ajudam a contextualizar o cenário habitacional. Segundo o Ministério das Cidades, mais de 50% das famílias brasileiras que ainda não possuem imóvel próprio dependem de políticas de acesso à moradia para viabilizar a compra.
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Em 2026, o governo acelerou o ritmo das entregas, ampliou o alcance dos programas habitacionais e criou novas faixas de renda. Esse novo nível inclui famílias com ganhos mensais entre R$ 9.600 e R$ 13 mil, além de um novo modelo de crédito voltado à classe média. A proposta é ampliar o acesso à moradia digna e reduzir o déficit habitacional.
Se esse também é o seu sonho, entender cada etapa do processo ajuda a tomar decisões mais seguras e alinhadas ao seu momento financeiro. Ao longo deste artigo, você encontrará:
- como comprar um apartamento;
- o que é financiamento;
- quais os tipos de financiamento;
- como fazer um financiamento imobiliário;
- o que é amortização de parcelas;
- o que é preciso ter para comprar um apartamento;
- dicas para poupar dinheiro e se planejar melhor.
Continue a leitura e veja como transformar o planejamento em ação rumo ao seu apartamento próprio.
Como comprar um apartamento?
O processo envolve planejamento financeiro, organização dos documentos, análise da renda familiar e definição da forma de pagamento. Quando essas etapas estão alinhadas, a decisão se torna mais previsível, reduz riscos no orçamento e estrutura cada passo até a compra do imóvel de forma organizada e segura.
Na prática, poucas pessoas conseguem comprar um imóvel à vista. Por esse motivo, o financiamento imobiliário costuma ser a alternativa mais utilizada para sair do aluguel e viabilizar a compra do primeiro apartamento.
Portanto, você precisa ter um valor de entrada para financiar um apartamento, que normalmente fica entre 20% e 30% do valor total do imóvel. Além disso, é preciso comprovar que sua renda é suficiente para arcar com as parcelas do financiamento, entre outras condições, como:
- ser maior de idade (ter mais de 18 anos);
- não comprometer mais do que 30% da renda familiar bruta mensal com as parcelas do financiamento;
- não ter o nome negativado em órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa.
Com esses critérios em mente, fica mais fácil avançar no processo com organização e previsibilidade. Agora que você já sabe como comprar um apartamento, entenda como funciona o financiamento nos próximos tópicos.
O que é financiamento?
É uma linha de crédito utilizada para viabilizar a compra de um imóvel quando o pagamento à vista não é possível. Nesse modelo, uma determinada instituição financeira antecipa parte do valor da compra, e o pagamento é devolvido em parcelas mensais pelo responsável pela contratação.
No cenário real, funciona como um acordo de longo prazo: o banco libera os recursos para que o vendedor receba o valor integral do imóvel, enquanto você paga aos poucos, com juros e taxas, respeitando limites de renda e percentual máximo financiado.
Além de saber o que é financiamento, é importante conhecer as modalidades disponíveis e entender como cada uma impacta o valor das parcelas e o prazo do contrato.
Quais são os tipos de financiamento?
As principais modalidades são o SFH, SFI, financiamento direto com a construtora e o financiamento pelo Minha Casa, Minha Vida. Cada uma dispõe de limite de crédito, taxas de juros, exigências de renda e possibilidades de negociação diferentes. Esses fatores influenciam o valor das parcelas e o prazo do contrato.
A seguir, confira em detalhes quais são os tipos de financiamento imobiliário disponíveis no Brasil.
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Sistema Financeiro de Habitação (SFH)
É um financiamento que usa os recursos do FGTS e da poupança para compra ou construção de um imóvel. É uma linha de crédito que libera no máximo 80% do valor total da propriedade.
Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI)
É o financiamento sem muita burocracia que facilita a compra do imóvel. As taxas de juros são muito favoráveis e possibilitam a negociação do financiamento diretamente com os bancos.
Financiamento feito com a construtora
Você pode procurar a construtora do seu interesse e ver quais são as condições para o financiamento direto. Em seguida, verifique as regras para participar de um programa exclusivo e analise a proposta da construtora. Geralmente, a proposta está relacionada à documentação, formas de pagamento, prazos e juros.
Financiamento Minha Casa, Minha Vida
É o programa do governo que facilita o financiamento para pessoas com renda até 13 mil. O programa oferece diversos benefícios, como as menores taxas de juros do mercado, composição de renda, uso do FGTS e o subsídio. Para participar, é preciso fazer parte de uma das quatro faixas de renda.
Além do tipo de financiamento, existe a forma de pagamento das prestações, conhecida como amortização de parcelas. Esse detalhe influencia decisões importantes ao longo do processo de como comprar um apartamento. Na sequência, confira os tipos de amortização.
O que é amortização de parcelas?
É a forma de pagamento escolhida para quitar um financiamento imobiliário ao longo do tempo. Essa decisão define como as parcelas se comportam durante o contrato, influenciando valores mensais, saldo devedor e prazo total, sendo um ponto essencial no planejamento financeiro da compra do imóvel.
Mais do que saber o que é amortização de parcelas, é necessário conhecer os tipos existentes:
- Sistema Price: as parcelas são fixas, ou seja, todas as prestações terão o mesmo valor;
- Sistema de Amortização Constante (SAC): o valor das parcelas diminui ao longo do tempo. Quer dizer que, a primeira prestação é maior, enquanto a última terá o menor valor;
- SACRE: é a combinação do SAC e do Price. As parcelas parecem uma escada. No começo, as prestações ficam com o mesmo valor durante um tempo, e depois vão reduzindo, de acordo com a correção da Taxa Referencial. Ou seja, as parcelas descem um degrau e se mantêm no mesmo novo valor por mais algum período.
Como fazer um financiamento imobiliário?

Na prática, o primeiro passo é pagar o valor de entrada, e o banco empresta o dinheiro restante necessário para a compra do apartamento que você escolheu. Dessa forma, o vendedor recebe todo o pagamento à vista e você pode quitar o empréstimo em parcelas.
Porém, você pagará os juros pelo tempo de uso do dinheiro, além de algumas taxas de administração. Por essa razão, é importante entender quais os tipos de financiamento disponíveis e as taxas de juros cobradas por cada um.
Por fim, lembre-se de que o valor das parcelas do financiamento não pode comprometer mais de 30% da sua renda mensal. Então, evite criar mais dívidas e mantenha uma boa reserva financeira para possíveis imprevistos.
Se você ainda tem dúvidas sobre como comprar um apartamento, confira o vídeo abaixo com as principais perguntas e respostas sobre o financiamento imobiliário.
O que é preciso ter para comprar um apartamento?

Não existe uma resposta única, já que o valor do imóvel varia conforme localização, tamanho, número de quartos e estrutura do condomínio. Além dessas características, o planejamento financeiro precisa considerar despesas que vão além do preço do apartamento para garantir uma compra mais organizada e previsível, como:
- o valor de entrada;
- documentações, taxas e impostos relacionados à compra do apartamento;
- custos com reformas e decoração.
A seguir, confira mais detalhes sobre o que é preciso ter para comprar um apartamento.
Valor de entrada do imóvel
De início, o primeiro passo para entender como comprar um apartamento é ter reservado o valor de entrada. Como mencionado, o valor de entrada de um financiamento imobiliário é cerca de 20% a 30% do preço total do imóvel.
Por exemplo, digamos que você escolheu um apartamento de R$ 200 mil para financiar. Então, o valor mínimo de entrada deste apartamento é de R$ 40 mil (20% de R$ 200 mil).
Ao guardar uma boa quantia para dar uma entrada maior, é possível quitar o financiamento mais rápido, além de diminuir o valor das parcelas do crédito imobiliário. Agora, se você não tem ainda o valor de entrada do seu apartamento dos sonhos, tenha calma! Existem outras formas de conseguir, como:
- usar o FGTS como valor de entrada;
- verificar se a construtora tem condições especiais para o valor de entrada.
Então, para usar o seu saldo do FGTS como entrada, é necessário atender aos requisitos do Fundo de Garantia.
Aqui na Construtora Tenda, você pode parcelar o valor de entrada do seu apartamento Tenda e dividir as prestações em até 72 vezes (6 anos), o que torna as parcelas mais acessíveis ao seu orçamento.
Compra Planejada da Tenda
Outra opção para quem não tem o valor de entrada para comprar um imóvel é a Compra Planejada da Tenda. Nessa modalidade, um grupo de participantes contribui mensalmente com valores definidos, formando um fundo comum destinado à compra do imóvel. A cada período, um integrante é contemplado e recebe o recurso para avançar na aquisição.
A Compra Planejada da Tenda foi criada para te ajudar na entrada do seu tão sonhado apartamento. Em parceria com a administradora de consórcios “Eutbem”, a Construtora Tenda fornece benefícios e facilidades a potenciais clientes de São Paulo, que podem te ajudar a dar entrada no seu apartamento próprio.
Taxa de corretagem

Antes de mais nada, para garantir que a compra do seu apartamento seja segura, é importante ter o apoio de uma construtora ou imobiliária com credibilidade para ajudar nesse processo.
Por esse motivo, os corretores de imóveis são profissionais que garantem a segurança e o sucesso da compra. No entanto, os serviços do corretor entram na lista de custos na aquisição de um apartamento. De modo geral, o valor que um corretor de imóveis cobra pode variar entre 4% e 10% sobre o valor total do imóvel em questão.
Registro do imóvel
Após a aprovação do financiamento, é necessário formalizar a negociação entre comprador, instituição financeira e construtora. Esse procedimento garante a transferência legal do imóvel, que passa a ser registrado em seu nome no cartório competente.
Em resumo, o Registro de Imóvel é um documento que comprova por lei quem é o dono do apartamento ou da casa. Esse documento é feito no Cartório de Registro de Imóveis da região em que está o apartamento que você financiou.
Para concluir, o valor dessa taxa varia conforme o preço do imóvel e o estado em que está localizado. Para saber qual é o valor do Registro de Imóvel, entre em contato com o Cartório de Registro de Imóveis da região em que você pretende morar.
ITBI (Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis)
Outra taxa importante a ser paga durante a compra de um apartamento é o ITBI. Para esclarecer, o Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis é uma taxa municipal, e o valor dessa tarifa é baseada no preço do imóvel.
O ITBI deve ser pago ao município onde está localizado o imóvel que você comprou. De modo geral, custa em média 2% do preço da propriedade.
Escritura do imóvel

A princípio, a escritura do imóvel é um documento feito no cartório de notas com as informações do valor total da compra do apartamento. Portanto, este documento formaliza a transferência da propriedade para o comprador, com os valores da propriedade definidos em tabela. Além disso, o valor é calculado com base no ITBI e no Imposto de Renda.
Outro ponto importante é que a escritura só é emitida caso a compra do imóvel seja feita à vista ou se o financiamento foi 100% quitado. No entanto, para apartamentos financiados, o contrato de financiamento tem o mesmo valor legal que a escritura do imóvel.
Como comprar um apartamento: 8 dicas para poupar dinheiro e fazer a melhor escolha
Para quem busca entender como comprar um apartamento, o planejamento financeiro é um dos pontos mais importantes. Em primeiro lugar, você deve avaliar seus hábitos financeiros, ou seja, ficar atento aos gastos desnecessários.
Dessa forma, além de entender quais os custos que você terá ao pedir um financiamento, é preciso ter em mente algumas informações que podem te ajudar no processo. Para auxiliar nesse passo, listamos 8 dicas para poupar dinheiro e se preparar para realizar o sonho da casa própria. Confira!
1. Tenha um planejamento financeiro

Com um planejamento financeiro, você pode se programar para poupar uma boa quantia para a entrada do financiamento. Assim, pagará menos juros durante o crédito imobiliário.
Além disso, verifique no tipo de financiamento escolhido se é possível utilizar o FGTS no valor de entrada do imóvel.
2. Organize e renegocie suas dívidas antes do financiamento
Antes de avançar no processo, é importante revisar dívidas existentes e buscar renegociações quando necessário. Pendências financeiras influenciam a análise de crédito e podem dificultar a aprovação do financiamento. Manter as contas em dia contribui para um histórico financeiro mais equilibrado. Por essa razão, é fundamental consultar o CPF antes de solicitar qualquer tipo de financiamento.
Para saber mais como funciona uma análise de crédito, assista ao vídeo abaixo:
3. Crie uma reserva mensal de forma gradual
Após organizar o planejamento financeiro, o próximo passo é reservar parte da renda mensal. Comece com percentuais menores, como 10%, avance para 20% e, sempre que possível, chegue a 30%. Essa prática ajuda a criar disciplina financeira sem comprometer o orçamento.
4. Poupe pelo menos 20% do valor do imóvel
Como mencionamos, procure ter em mãos cerca de 20% a 30% ou até mais do valor total do imóvel. Com essa quantia, você poderá diminuir o valor das parcelas do financiamento, além de negociar melhores condições de crédito habitacional.
5. Prepare-se para os gastos adicionais
Além de poupar o dinheiro da entrada do financiamento do seu apartamento, guarde também uma quantia para os gastos adicionais como taxas, impostos, documentação, reformas no imóvel e decoração.
6. Compare os tipos de financiamento e formas de pagamento
Depois de organizar suas finanças, é hora de escolher qual tipo de financiamento faz mais sentido. Compare as condições oferecidas por diferentes instituições, observe o Custo Efetivo Total e avalie os sistemas de amortização disponíveis, como SAC, Price ou SACRE.
7. Avalie se a composição de renda faz sentido para o seu perfil
Ao escolher o financiamento, verifique se a composição de renda pode facilitar a aprovação do crédito. Essa alternativa permite somar rendimentos de mais de uma pessoa, respeitando as regras de cada programa e instituição financeira.
8. Simule cenários antes de tomar a decisão final
Se a sua intenção é saber como comprar um apartamento com mais previsibilidade, simular valores de entrada, prazos e parcelas ajuda a entender o efeito da decisão no orçamento mensal e evita compromissos acima da capacidade financeira.
Com o simulador de financiamento da Tenda, essa análise se torna mais simples, rápida e alinhada à sua realidade financeira.
Conte com a Tenda para comprar seu apartamento!
Estudar as possibilidades de como comprar um apartamento é uma decisão que envolve planejamento, organização financeira e escolhas bem-alinhadas ao momento de vida. Ao longo do processo, entender custos, formas de pagamento e possibilidades de financiamento ajuda a reduzir incertezas e a avançar com mais segurança, sem comprometer o orçamento no longo prazo.
Após reunir informações e organizar o planejamento, o próximo passo costuma ser visualizar opções reais e entender o que, de fato, cabe no bolso. Ter acesso a apartamentos disponíveis, simulações de valores e diferentes cenários de compra facilita a tomada de decisão e evita surpresas pelo caminho.
Se você chegou até aqui pensando em sair do aluguel ou dar um passo rumo ao primeiro imóvel, conte com um ambiente que centraliza essas informações e ajuda a transformar planejamento em ação.
Na Loja Virtual da Tenda, é possível conhecer apartamentos, simular condições de compra e descobrir alternativas que fazem sentido para o seu perfil, tudo de forma prática e online.
Explore as opções, faça simulações e veja como dar o próximo passo para comprar seu apartamento com mais previsibilidade.
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