ENTENDA COMO FUNCIONA O FINANCIAMENTO DO MINHA CASA MINHA VIDA (MCMV) – Tenda



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O financiamento do Minha Casa Minha Vida é uma das formas mais simples de realizar o seu sonho do primeiro imóvel. Entenda como ele funciona e as mudanças mais recentes que o governo implementou no Programa! O Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) é uma iniciativa do governo que se consolidou como forma de ajudar a população brasileira a alcançar o sonho de ter uma casa ou um apartamento. Parte do seu sucesso se explica pelo engajamento das prefeituras e construtoras, o que gerou um alto índice de procura. Mas, afinal, você sabe como funciona o Minha Casa Minha Vida? Apesar de ser relativamente simples e bastante popular, o Programa tem regras que muita gente não entende e, por isso, acaba ficando de fora. As faixas de renda, por exemplo, foram modificadas recentemente para que mais pessoas pudessem acessar esse formato facilitado de financiamento. De vez em quando, acontece de o governo fazer pequenas modificações nas regras do MCMV, geralmente para abranger mais pessoas e ampliar o acesso à moradia. Contudo, é importante que os interessados em fazer parte dos beneficiários se mantenham informados e tirem todas as suas dúvidas sobre o Minha Casa Minha Vida para acertar na escolha do imóvel, reduzir a burocracia e antecipar o recebimento das chaves do seu lar. Se você quer saber mais sobre o assunto, continue a leitura deste post completíssimo. Nele, explicaremos as regras e os detalhes do Programa para acabar de vez com qualquer questionamento e ajudar você nessa jornada. Boa leitura!

O que é o financiamento do Minha Casa Minha Vida?

O Minha Casa Minha Vida foi criado pelo Governo Federal para ajudar a população brasileira a conquistar o acesso à moradia própria e sair da dependência do aluguel. Desde que foi lançado, em 2009, o Programa já fechou mais de 4 milhões de contratos e permitiu o investimento de um número que ultrapassa os R$ 270 bilhões. As facilidades que o MCMV oferece para os compradores são várias, entre as quais podemos incluir:
  • conceder subsídio, que é a ajuda para o pagamento de uma parte do valor do imóvel, diminuindo o total financiado e, por consequência, o valor das parcelas;
  • permitir que pessoas com restrições cadastrais — ou seja, com nome sujo — tenham acesso ao financiamento (para compradores na Faixa 1);
  • ter prestações mais baixas que os financiamentos normais, que podem ser pagas pelas pessoas sem prejudicar o orçamento;
  • praticar taxas de juros menores, permitindo que o saldo devedor e o valor das parcelas sejam menores que em outras modalidades de financiamento.
Não é preciso citar os benefícios do Programa para a população. Sair do aluguel, deixando de pagar um valor mensal por um imóvel que nunca se tornará seu, para começar a investir em sua própria casa ou no apartamento é muito mais vantajoso. Sem falar que o valor das parcelas costuma ser bem menor que o aluguel. De modo geral, o Programa pode ajudar você de diferentes formas. Veja a seguir as principais vantagens.

O governo paga parte do valor

O financiamento do Minha Casa Minha Vida é uma das formas mais simples de realizar o seu sonho do primeiro imóvel. Entenda como ele funciona e as mudanças mais recentes que o governo implementou no Programa! O Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) é uma iniciativa do governo que se consolidou como forma de ajudar a população brasileira a alcançar o sonho de ter uma casa ou um apartamento. Parte do seu sucesso se explica pelo engajamento das prefeituras e construtoras, o que gerou um alto índice de procura. Mas, afinal, você sabe como funciona o Minha Casa Minha Vida? Apesar de ser relativamente simples e bastante popular, o Programa tem regras que muita gente não entende e, por isso, acaba ficando de fora. As faixas de renda, por exemplo, foram modificadas recentemente para que mais pessoas pudessem acessar esse formato facilitado de financiamento. De vez em quando, acontece de o governo fazer pequenas modificações nas regras do MCMV, geralmente para abranger mais pessoas e ampliar o acesso à moradia. Contudo, é importante que os interessados em fazer parte dos beneficiários se mantenham informados e tirem todas as suas dúvidas sobre o Minha Casa Minha Vida para acertar na escolha do imóvel, reduzir a burocracia e antecipar o recebimento das chaves do seu lar. Se você quer saber mais sobre o assunto, continue a leitura deste post completíssimo. Nele, explicaremos as regras e os detalhes do Programa para acabar de vez com qualquer questionamento e ajudar você nessa jornada. Boa leitura!

O que é o financiamento do Minha Casa Minha Vida?

O Minha Casa Minha Vida foi criado pelo Governo Federal para ajudar a população brasileira a conquistar o acesso à moradia própria e sair da dependência do aluguel. Desde que foi lançado, em 2009, o Programa já fechou mais de 4 milhões de contratos e permitiu o investimento de um número que ultrapassa os R$ 270 bilhões. As facilidades que o MCMV oferece para os compradores são várias, entre as quais podemos incluir:
  • conceder subsídio, que é a ajuda para o pagamento de uma parte do valor do imóvel, diminuindo o total financiado e, por consequência, o valor das parcelas;
  • permitir que pessoas com restrições cadastrais — ou seja, com nome sujo — tenham acesso ao financiamento (para compradores na Faixa 1);
  • ter prestações mais baixas que os financiamentos normais, que podem ser pagas pelas pessoas sem prejudicar o orçamento;
  • praticar taxas de juros menores, permitindo que o saldo devedor e o valor das parcelas sejam menores que em outras modalidades de financiamento.
Não é preciso citar os benefícios do Programa para a população. Sair do aluguel, deixando de pagar um valor mensal por um imóvel que nunca se tornará seu, para começar a investir em sua própria casa ou no apartamento é muito mais vantajoso. Sem falar que o valor das parcelas costuma ser bem menor que o aluguel. De modo geral, o Programa pode ajudar você de diferentes formas. Veja a seguir as principais vantagens.

O governo paga parte do valor

O Minha Casa Minha Vida conta com um subsídio federal para ajudar no pagamento do imóvel. Isso significa que, principalmente para quem tem uma renda mensal mais baixa, parte do valor da casa é paga pelo governo. Os detalhes sobre a porcentagem desse auxílio você verá mais à frente, quando detalharmos as categorias de participantes. Vale destacar que parte da entrada também pode ser paga pelo governo, de forma que o comprador muitas vezes assume um valor simbólico (R$ 100, por exemplo).

As taxas de juros são menores

A parceria com o Governo Federal permite que as construtoras ofereçam taxas de juros ainda menores para quem quer participar do Programa. Se comparados aos financiamentos tradicionais (feitos com bancos ou diretamente com a responsável pela obra), os juros baixos são parte fundamental do MCMV, pois permitem que as parcelas sejam mais baixas.

Prazos mais longos

O prazo para pagamento do financiamento, por sua vez, também é mais longo do que no mercado tradicional. Eles podem chegar a 120 meses para a Faixa 1, que é a categoria de compradores com renda mais baixa.

Benefício público

Para a sociedade, de forma geral, o MCMV é muito benéfico, pois tira pessoas de condições difíceis, melhora o bem-estar social e ainda fomenta a construção civil. Isso ajuda a movimentar o mercado, sobretudo o setor que constrói unidades menores, que se enquadram nas condições do Programa. E sabemos que isso ajuda a aumentar os postos de trabalho, gerando mais emprego e renda, correto? Ou seja: o Minha Casa Minha Vida é extremamente favorável não só para quem vai conquistar a sua própria moradia, mas como para investidores e profissionais da construção. No entanto, apenas as pessoas que se enquadram nas condições do Programa podem se inscrever. Por isso, é importante não só conhecer as regras, mas entrar em contato com uma construtora de confiança para se manter sempre atualizado sobre todas elas, já que há sempre novas alterações determinadas pelo Governo Federal.

Quem pode realizar o financiamento do Minha Casa Minha Vida?

Por não saberem exatamente quem tem direito ao Minha Casa Minha Vida, muitas pessoas acabam sem participar do Programa, mesmo estando dentro das condições determinadas pelo governo. Na verdade, a maioria das famílias brasileiras se enquadra em uma das categorias existentes. Quem não pode participar são apenas as pessoas que:
  • receberam benefícios de moradia do governo;
  • são proprietárias de um imóvel;
  • tenham participado do Programas de Arrendamento Residencial;
  • estiverem no Cadastro Nacional de Mutuários (CADMUT), que é o registro de pessoas que financiaram ou estão financiando imóveis;
  • estiverem com nome no CADIN, Cadastro de Inadimplentes do Setor Público Federal.
O MCMV é dividido em quatro faixas, de acordo com a renda do comprador. Para cada uma, há condições e limites diferenciados. A ideia dessa divisão é fazer com que as pessoas tenham acesso ao Programa dentro daquilo que podem pagar. Isso torna a aquisição do imóvel mais acessível e ajuda o governo a distribuir melhor a sua verba e se programar para dar o apoio necessário às pessoas que mais precisam da casa. Confira, abaixo, as faixas e as condições do Minha Casa Minha Vida em cada uma delas.

Faixa 1

Engloba as pessoas que têm rendimento mensal de até R$ 1.800. A prestação pode ser de até R$ 270, ou seja, no máximo, 15% da renda. O prazo máximo de pagamento é de 120 meses e o imóvel pode ter valor de até R$ 98 mil reais. A taxa de financiamento é de 5% ao ano.

Faixa 1,5

Essa é a chamada faixa intermediária, na qual entram as pessoas que ganham até R$ 2.600 por mês. O prazo máximo de financiamento é de 30 anos e há possibilidade de ter subsídio de até R$ 47.500 para facilitar a compra, que tem taxas variando entre 5,5% e 7% ao ano. O valor máximo do subsídio é destinado a quem tem renda mais baixa (nesse caso, de até R$ 1.200).

Faixa 2

Nessa faixa estão enquadrados aqueles com renda máxima de R$ 4.000 mensais. Aqui, as taxas de juros são de até 7% ao ano e o subsídio para compra é de até R$ 29 mil.

Faixa 3

A última faixa do Programa atende as pessoas com renda mensal de, no máximo, R$ 9.000, financiando imóveis que custem até R$ 225 mil com taxas de 8,16% ao ano. Nessa faixa, não há a possibilidade de receber subsídio para a compra. O valor máximo do imóvel varia de acordo com o estado ou região, e é importante verificar quais são as condições junto à prefeitura da sua cidade ou em uma construtora de confiança. Vale lembrar também que apenas na Faixa 1, que tem interesse social, não há avaliação de risco de crédito. Isso significa que, nas demais faixas, quem quer financiar um imóvel pelo MCMV precisa estar com o nome limpo.

Quais são os documentos exigidos no financiamento do Minha Casa Minha Vida?

Um outro ponto importante é saber quais são os principais documentos para o Minha Casa Minha Vida, que não são muito diferentes daqueles pedidos em qualquer empréstimo ou financiamento. Eles podem ter pequenas variações, de acordo com o banco em que a operação vai ser feita. De forma geral, são solicitados documentos específicos para o comprador e também para o imóvel ou obra. Veja, abaixo, a lista completa.

Documentos para o comprador

O interessado no financiamento deve fornecer os seguintes documentos:
  • Identidade (RG);
  • CPF;
  • Carteira de Habilitação (se houver);
  • Carteira de Identificação Profissional (se houver);
  • Carteira de Trabalho (CTPS);
  • Certidão de Nascimento (para solteiros);
  • Certidão de Casamento (averbada, no caso de pessoas divorciadas);
  • Holerites dos três últimos meses;
  • Comprovante de residência;
  • Declaração do Imposto de Renda (se for solicitado).

Documentos para o imóvel

No caso de imóveis já construídos, é preciso apresentar o Contrato de Opção de Compra e Venda, a Matrícula do imóvel atualizada e a Certidão de Logradouro (que é fornecida pela Prefeitura).

Documentos para a obra

No caso de imóveis em construção, os seguintes documentos são necessários:
  • Projeto e Alvará de Construção devidamente aprovados;
  • Matrícula da obra no INSS;
  • ART — Autorização de Responsabilidade Técnica;
  • Memorial Descritivo com especificações técnicas;
  • Orçamento Discriminativo;
  • Declaração Elétrica e de Esgoto;
  • Dados e documentos do responsável técnico (RG, CPF e carteira do CREA).
A princípio, essa parte pode assustar, pois reunir documentos pode dar bastante dor de cabeça. Você não sabe quais cópias deve autenticar, em quantas vias precisa entregar etc. Além disso, acaba sempre esquecendo esse ou aquele item e tendo que voltar várias vezes ao banco. Por isso, é importante ter uma assessoria especializada nessa fase da documentação, facilitando a formalização da sua proposta de compra. O agente de vendas é capaz de guiar você em toda essa jornada burocrática, tirando dúvidas e atuando em conformidade com tudo o que é exigido tanto pelo Governo Federal quanto pelo banco, simplificando a aquisição do seu imóvel.

Como funciona a composição de renda no Minha Casa Minha Vida?

Caso você queira adquirir um imóvel que não está contemplado na faixa da sua renda, é possível optar pela composição de renda, juntando a sua com a de algum familiar. Para começar, pessoas casadas entram automaticamente com a renda combinada, a não ser que o solicitante esteja sob o regime de separação total de bens. A composição da renda é o ato de somar o seu salário e demais rendimentos com os de outras pessoas para aumentar a sua capacidade de pagamento. Suponha que você, sozinho, receba R$ 2.000 por mês. Nesse caso, está enquadrado na faixa 1,5. Porém, se o imóvel escolhido ultrapassa o limite de financiamento ou a sua renda não é suficiente para o banco aprovar a operação, você pode agregar o rendimento de outras pessoas e conseguir aumentar o limite da avaliação. De forma geral, até três pessoas podem entrar na composição do rendimento — inclusive amigos, pois não é obrigatório haver vínculo familiar. A quantidade máxima de pessoas depende do financiador. Nesse caso, todos passam pela análise cadastral no banco, que verifica informações de crédito e dados do INSS, entre outras fontes. Lembre-se, entretanto, de que todos são proprietários do imóvel de igual forma. Por isso, é preciso ter critérios e cuidados na escolha de quem vai entrar nessa jornada com você.

Outras informações relevantes

Fique de olho também em outros detalhes do financiamento na composição de renda:
  • o FGTS de todos os participantes pode ser utilizado para ajudar no financiamento, seja para pagar a entrada, seja para diminuir o valor financiado;
  • o prazo do financiamento varia de acordo com a idade do participante mais velho, informação que limita o número de parcelas, aumentando o valor da prestação;
  • um dos participantes pode sair do financiamento, desde que o banco aprove a nova análise cadastral dos que ficarem responsáveis;
  • a dívida é de todos e, caso um não pague a sua parte, não é apenas ele que sai perdendo. Em caso de atraso, o imóvel pode ser tomado pelo banco.
São questões que podem fazer toda a diferença na hora de definir as condições do financiamento. Por isso, não deixe de considerá-las para encontrar uma alternativa que caiba no seu bolso.

Como funciona o pagamento do financiamento do Minha Casa Minha Vida?

Não é preciso dar qualquer valor de entrada ou sinal para dar início ao processo. Você pode procurar a Prefeitura da sua cidade para saber mais informações sobre o Programa, ir a um banco para verificar as condições e outros detalhes ou, ainda, ir até uma construtora participante. Como dissemos, aqui na Tenda temos os agentes de venda que vão atendê-lo, fazer simulações de financiamento e ajudá-lo no início do processo. É importante saber de forma clara quais são as suas necessidades, incluindo o tipo de imóvel que você precisa, quantos e quais cômodos ele deve ter e a localização mais atrativa. Isso facilita na hora de avaliar as opções disponíveis e escolher a melhor para o seu caso. A partir daí, você já sabe o valor do imóvel, e a construtora vai reunir informações como:
  • a sua renda;
  • a faixa do Programa na qual você se enquadra;
  • a taxa de juros praticada;
  • o subsídio máximo que pode ser obtido;
  • o valor que você tem disponível para entrada;
  • o saldo do FGTS que você pode usar.
Isso tudo vai ser cruzado para calcular o valor aproximado da parcela mensal de financiamento que você vai ter que pagar. No Minha Casa Minha Vida, há possibilidade de ter carência de dois anos (24 meses) para início do pagamento na compra de imóveis na planta — opção destinada àqueles que ainda vão dar início à construção.

O Fundo Garantidor de Habitação

Na contratação, está incluída a aquisição do Fundo Garantidor de Habitação, que é uma espécie de seguro. Ele ajuda no pagamento parcial das prestações em caso de problemas de saúde ou perda de emprego do titular do financiamento. É muito importante não atrasar as parcelas para não perder a sua tão sonhada conquista. Durante todo o tempo do financiamento, o imóvel fica alienado ao banco, o que significa que ele não deve ser vendido ou negociado e, em caso de inadimplência, pode ser tomado para saldar a dívida. Se o proprietário quitar o imóvel antes do prazo, ele pode vendê-lo, mas terá que restituir o valor de desconto que foi recebido (o subsídio), proporcionalmente ao saldo antecipado — exceto para as aquisições da Faixa 1. É importante anunciar a venda somente depois da quitação para não haver nenhuma irregularidade. Também não é permitido fazer contratos “de gaveta” — quando a negociação é feita e formalizada, mas não há transferência do nome nem participação do banco na negociação.

Quais foram as mudanças recentes e o que ainda está por vir?

Em agosto de 2019, o Governo Federal anunciou algumas medidas para atualizar as características do Minha Casa Minha Vida. Veja o que há de novidade.

As principais mudanças já definidas

Até o final de 2019, o subsídio será pago pelo FGTS, já que o orçamento definido pelo Governo Federal já foi esgotado. Atualmente, esse investimento tem a seguinte composição: 90% é pago pelo FGTS e 10% pela União. Para o comprador, isso não traz diferenças significativas no pagamento, já que se trata de uma mudança na estratégia de gestão do Programa. Entretanto, é importante notar que o governo também reduziu o montante destinado aos participantes da Faixa 1,5, com o objetivo de focar ainda mais recursos nas pessoas da Faixa 2. Como explicamos na descrição das faixas, a renda familiar de quem recebe o subsídio máximo da Faixa 1,5 não pode ultrapassar os R$ 1.200 — o que é uma mudança atual, já que até então a renda poderia ser de até R$ 1.600. Resumidamente, o foco agora é quem tem a renda mais baixa. O objetivo é promover o sonho da casa própria para quem tem mais dificuldade e aquecer o mercado da construção civil, beneficiando a economia como um todo.

O ajuste dos juros feito pela Caixa não inclui o Minha Casa Minha Vida

Uma dúvida que pode surgir está relacionada a um ajuste recente que a Caixa Econômica fez no índice que baseia os juros dos financiamentos imobiliários. A partir de agora, isso será feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Resumidamente, o cálculo dos juros pagos por quem compra um imóvel será diferente e pode sofrer variações maiores, para mais ou para menos. Porém, como mencionamos e é fundamental esclarecer, a modificação não inclui os participantes do Minha Casa Minha Vida, que continuarão tendo acesso a juros mais baixos.

Previsão de mais mudanças

O governo também considera algumas outras medidas que podem entrar em vigor em 2020. Para balancear as contas públicas, por exemplo, é possível que o FGTS fique responsável por todo o subsídio do Programa — algo que ainda dependerá de algumas contas para saber se há verba suficiente para isso. De qualquer forma, do ponto de vista mais prático, o governo busca ampliar o acesso para pessoas de baixíssima renda (até 1 salário mínimo), assim como de baixa ou média renda (entre 2 e 7 salários mínimos). A estratégia prevista é de manter o número de faixas, mas restringir o perfil socioeconômico. Isso significa alterar as margens de renda usadas pelo Programa. Ou seja, é possível que o MCMV passe a aceitar pessoas com salários ainda mais baixos. Vale destacar que isso também depende de alguns cálculos e estudos por parte do governo, já que a medida exigiria mais investimento público. Vale a pena ficar de olho nas mudanças que podem ocorrer. Veja abaixo como ficaria na prática:
  • Faixa 1: renda mensal de até 1 salário mínimo, imóvel de até R$ 90 mil e 100% pago pelo governo;
  • Faixa 1,5: renda mensal de até 2 salários mínimos, imóvel de até R$ 144 mil, 50% do total pago pelo governo e juros reduzidos;
  • Faixa 2: renda mensal de até 4 salários mínimos, juros menores e subsídio a definir;
  • Faixa 3: renda mensal de até 7 salários mínimos, taxas de juros reduzidas.
Outra novidade que pode surgir representa uma alternativa curiosa: é a locação.

A locação social financiada

A categoria também tem como foco principal as famílias de renda baixa (de 1 a 4 salários mínimos), mas não envolve diretamente a compra do imóvel. Com os detalhes ainda a serem definidos, a ideia é que a construtora invista no empreendimento, enquanto o morador assume um investimento de capitalização, que funciona como uma poupança. O governo faz o pagamento do que seriam as parcelas do aluguel. O comprador, por sua vez, pode usar os recursos que acumulou para quitar o imóvel ou fazer uma compra em outro empreendimento. Porém, vale destacar que o modelo ainda tem muita coisa para ser definida.

O que fazer para não atrasar as parcelas do financiamento do imóvel?

Como visto, é fundamental manter os seus pagamentos em dia. Caso você atrase as parcelas, o banco pode:
  • entrar em processo de retomada do imóvel;
  • executar a sua dívida judicialmente;
  • inscrever você em órgãos de proteção ao crédito;
  • inserir o seu nome no CADIN;
  • encerrar outras linhas de crédito em seu nome que existam na instituição
Portanto, para não atrasar as parcelas do financiamento, é essencial tomar cuidados importantes antes, durante e depois do processo. Veja a seguir algumas dicas para você conseguir manter as suas parcelas em dia e não passar por todos esses problemas.

Tenha um controle de orçamento

Essa é uma lição para a vida. Antes de receber os seus pagamentos, anote as suas receitas (salários e outras rendas), tudo o que você deve pagar durante o período e as compras a serem feitas a fim de planejar como vai ser o mês. Isso ajuda a ter uma visão clara do quanto você pode gastar e evita fechar o mês no vermelho, comprometendo o salário do período seguinte.

Evite gastos supérfluos no dia a dia

O que mais prejudica o controle financeiro são, geralmente, os gastos desnecessários. A compra de uma roupa ou sapato novo, um jogo de videogame ou qualquer outra coisa que não seja prioritária. Muita gente acaba sendo seduzida por essas falsas necessidades e deixa o pagamento de contas importantes para depois. A fim de honrar os seus compromissos, antes de cada nova compra pergunte-se: “eu preciso mesmo disso e tenho que comprar agora?”.

Aprenda a economizar e poupar

Economizar é evitar gastos excessivos. Cada despesa nova que você evita é uma economia. Já poupar é direcionar bem esse dinheiro extra. Aprenda a guardá-lo, sem gastar tudo o que tem, e você poderá contar com uma reserva de segurança no caso de alguma necessidade. É por meio da economia e da poupança que você pode juntar o dinheiro necessário para dar a entrada no seu imóvel.

Seja detalhista na apuração da sua renda

Quando for dar início ao financiamento, tenha cuidado na hora de apurar a sua renda. Veja exatamente quanto recebe. Se você tem um dinheiro extra de outra fonte, leve-o em conta apenas se ele for uma certeza. Havendo possibilidade de não receber, não conte com ele. É importante tomar esses cuidados para não parecer que você pode assumir uma conta maior do que realmente tem condições. Não esqueça: mesmo que o banco aprove um valor maior, é você quem terá que pagar essa prestação mensalmente. Se ela ficar pesada no seu bolso, serão, pelo menos, dez anos tendo dificuldades financeiras. Por isso, todo cuidado é pouco!

Não omita ou modifique as informações fornecidas

Para calcular quanto você pode assumir, o banco também leva em conta o seu comprometimento de renda no momento de realizar a análise de crédito. É preciso informar a quantia referente aos gastos com água, luz, telefone e outras despesas fixas. Com isso, a instituição consegue ter uma ideia do seu dinheiro livre mensal. Lembre-se de que tanto o banco quanto a construtora são seus parceiros e conselheiros — eles só vão direcionar você para o que for bom para todas as partes. O objetivo principal dessa parceria é que você consiga financiar o seu imóvel, receba-o, livre-se do aluguel e pague as suas parcelas em dia de forma tranquila.

Escolha um imóvel de acordo com as suas necessidades

Outro ponto importante para não se comprometer demais e ficar sufocado é escolher o imóvel do tamanho que você precisa. Mesmo que a faixa de renda permita um valor maior, foque nas suas necessidades. Lembre-se de que um imóvel mais caro tem prestações maiores e uma entrada mais pesada. Se você deixar uma folguinha no orçamento é até melhor para se precaver contra qualquer situação inesperada. Junto à construtora, avalie o seu caso e aquilo que, de fato, você precisa. Veja as opções disponíveis e faça a escolha certa!

Priorize a quitação do débito mensalmente

Quando fechar negócio, saiba que a prestação mensal é a primeira conta a pagar, seguida da luz, da água, do condomínio e de todas as despesas básicas. Tudo o mais pode ser negociado, mas você precisa ter segurança e estabilidade. Por isso, pense sempre fazendo uma escala de prioridades. Nela, a sua parcela do Minha Casa Minha Vida está no topo da lista! Organizando-se para pagar em dia, o tempo passa de forma bem tranquila e você pode usufruir da sua conquista sem dores de cabeça e sem o medo de perder o seu patrimônio. Como você pôde ver, o MCMV é uma chance de ouro para quem quer realizar o sonho da casa própria. Com este guia completo à sua disposição, você pode consultar as informações que precisa e dar entrada na sua participação. Então, está esperando o quê? Agora que você sabe como funciona o Minha Casa Minha Vida, entre em contato com a Tenda e fale com quem mais entende do assunto!



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