Segundo pesquisa do Datafolha, essa compra é desejo de 93% dos brasileiros que vivem de aluguel ou em casa cedida, o que evidencia o quanto esse objetivo está presente na vida das pessoas.
No entanto, não basta querer: é necessário reconhecer sua situação monetária atual, calcular valores e se preparar para pagar. Sem esse cuidado, o processo pode trazer surpresas desagradáveis e comprometer o orçamento.
Neste guia, você encontra tudo o que precisa para essa etapa: orientações, exemplos práticos e dicas para identificar o momento certo para agir e tomar boas decisões rumo à propriedade ideal.
Como se planejar para adquirir um imóvel?
O primeiro passo para saber como se planejar para adquirir um imóvel é encarar esse momento com clareza, paciência e organização. Ver a compra como um projeto de longo prazo ajuda a manter o foco, evitar escolhas precipitadas e se preparar melhor para cada fase até a assinatura do contrato.
Lembre-se que o risco de inadimplência é real: essa condição aflige 41,79% da população adulta do país, conforme dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
Evitar essa situação requer estratégia. Portanto, antes de sair em busca do apê ou casa ideal, se questione:
- qual a minha capacidade de pagamento?
- quais são as opções de financiamento disponíveis para mim?
- qual o valor da entrada que preciso ter?
- quais despesas extras posso enfrentar?
- devo financiar ou fazer um consórcio?
Esses pontos funcionam como um mapa que orienta todas as etapas econômicas da aquisição. Ao responder essas perguntas, você evita surpresas e consegue definir metas realistas para realizar seu sonho.
A seguir, veja o que considerar em cada uma das reflexões.
Qual é a minha capacidade de pagamento?
Para avaliar sua capacidade de pagamento para comprar um imóvel, faça um levantamento de todas as receitas e despesas mensais. Defina um limite para parcelas, considere custos adicionais e mantenha uma reserva de emergência. Essa análise garante que a aquisição seja segura e não se torne um peso financeiro.
Veja como organizar esses cálculos:
- calcule sua renda líquida: some todos os rendimentos fixos que entram na sua conta, como salário, bônus ou investimentos;
- inclua os seus gastos: como aluguel (se estiver pagando), contas de água, luz, internet, alimentação, transporte e lazer;
- guarde uma parte para emergências: cerca de 10% a 15% da receita ajuda cobrir valores em caso de imprevistos.
Ao subtrair todas as despesas da renda líquida, você tem como se planejar para adquirir um imóvel de forma mais adequada, com uma ideia realista do quanto pode destinar à compra sem comprometer a rotina.
Por exemplo, Paula recebe R$ 5.500 por mês, gasta R$ 3.000 e reserva R$ 500 para emergências. Assim, pode comprometer até R$ 2.000 mensais com um apê.
A partir desse resultado, ela consegue buscar opções de financiamento que se encaixem nesse valor, sem apertos no orçamento.
Para realizar uma projeção de valores para o seu caso em específico, use nosso Simulador de Financiamento, que mostra o custo estimado, tanto do total do imóvel quanto da entrada necessária, valor que pode ser parcelado pela Tenda.
Basta preencher informações como localização, receita familiar e telefone para receber o resultado.
Além dos números, leve em conta seu estilo de vida e prioridades futuras, como viagens, estudos ou investimentos, ao definir o quanto pode gastar.
Fazer esse levantamento antes de qualquer escolha permite se programar melhor para a entrada, escolher a modalidade de pagamento adequada e evitar problemas ao longo do caminho.
Quais são as opções de financiamento disponíveis?
Existem diversas formas de financiar um imóvel. As principais opções são:
- financiamento bancário pelo SFH;
- financiamento bancário pelo SFI;
- programa Minha Casa, Minha Vida;
- financiamento direto com a construtora.
Entenda as características de cada uma!
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Financiamento bancário pelo SFH
O SFH (Sistema Financeiro da Habitação) é uma modalidade com regulação governamental, que permite o uso do FGTS e propriedades de até R$ 1,5 milhão. Os juros geralmente são mais baixos que outras opções.
Financiamento bancário pelo SFI
Os bancos também oferecem o SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário), voltado para imóveis de valores mais altos, sem limite máximo. Nesse caso, as taxas de juros são variáveis e mais elevadas.
Programa Minha Casa, Minha Vida
O Minha Casa, Minha Vida é um programa habitacional que atende famílias de baixa e média renda. A alternativa conta com a possibilidade de subsídios e condições facilitadas. Normalmente utiliza o SFH como base.
Financiamento direto com a construtora
É possível fazer uma negociação direta com a construtora, que pode oferecer prazos diferenciados ou facilidades na entrada, sem intermediação bancária e muita burocracia.
Avaliar cada alternativa com atenção ajuda a descobrir qual se encaixa melhor no seu perfil e garante que você entenda melhor como se planejar para adquirir um imóvel com segurança e tranquilidade.
Qual é o valor da entrada que preciso ter?
O valor da entrada varia conforme o tipo de financiamento e o preço da moradia, mas geralmente representa de 10% a 30% do total. Definir essa quantia é essencial para preparar o orçamento, assegurar parcelas acessíveis e evitar sobrecarregar a renda antes de assumir o compromisso.
Por exemplo, se você deseja comprar um apartamento de R$ 400.000 e a modalidade que escolheu exige 20% de entrada, será necessário separar R$ 80.000 antes de iniciar o processo.
É possível conseguir esse valor com economia pessoal, uso do FGTS (se permitido) ou investimentos de baixo risco.
Quais são os custos adicionais na compra de um imóvel?
Não tem como se planejar para adquirir um imóvel sem considerar os custos adicionais, que podem impactar bastante o orçamento.
Os gastos complementares mais comuns são:
- ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis): tributo municipal que varia conforme a cidade, geralmente entre 2% e 3% do valor da moradia;
- registro do imóvel: taxas cartorárias para formalizar a compra;
- escritura: obrigatória quando a compra não é por financiamento bancário;
- taxas de avaliação: cobrada pelo banco para confirmar o valor do bem;
- seguro habitacional: normalmente incluso na parcela do financiamento;
- condomínio e IPTU: custos recorrentes que impactam diretamente a capacidade de pagamento;
- mudança: valores comuns que envolvem essa etapa, como carreto, contratação de profissionais e aquisição de móveis ou eletrodomésticos necessários para o novo lar.
É fundamental realizar uma pesquisa sobre esses valores antes de iniciar o processo de compra.
É melhor financiar ou fazer um consórcio?
A escolha entre financiamento e consórcio depende do seu perfil monetário e da urgência em adquirir uma propriedade.
O financiamento permite comprar imediatamente, mas envolve juros variados e parcelas mensais mais altas. É ideal para quem já tem entrada e deseja se mudar logo.
Por outro lado, o consórcio cobra uma taxa de administração e a aquisição depende de sorteio. As parcelas podem ser menores, mas a espera é indefinida e pode ser longa. Portanto, é indicado para quem não tem pressa e prefere pagar menos no longo prazo.
Onde comprar meu primeiro apê?
A última etapa de como se planejar para adquirir um imóvel, envolve analisar fatores que influenciam tanto a sua qualidade de vida quanto o valor do investimento. Antes de escolher, leve em conta:
- localização: morar próximo ao trabalho ou a áreas bem conectadas reduz gastos e tempo com deslocamento;
- infraestrutura do bairro: verifique se há escolas, supermercados, transporte público, serviços de saúde, lazer e segurança;
- perfil da moradia: defina o tamanho, número de quartos e vagas de garagem que atendam suas necessidades agora e no futuro;
- valorização da região: bairros em desenvolvimento tendem a aumentar de preço com o tempo, o que favorece a revenda;
- acessibilidade e mobilidade: confira se há ruas bem pavimentadas, rampas, ciclovias e transporte inclusivo;
- condomínio e áreas comuns: avalie se a estrutura oferece o que você busca, como academia, piscina, salão de festas ou área verde.
Escolher o apê certo significa equilibrar suas necessidades atuais com o potencial de valorização e qualidade de vida que o local pode oferecer.
Pronto para dar o primeiro passo rumo à casa própria?
Entendeu como se planejar para adquirir um imóvel? Essa etapa tão importante envolve mais do que escolher paredes e janelas: exige pesquisa e disciplina financeira.
Ao seguir nossas orientações, você aumenta suas chances de fazer uma compra segura, que se encaixe no seu orçamento e traga satisfação por muitos anos.
Comece agora, organize seu dinheiro, avalie suas preferências e dê o primeiro passo rumo à sua casa própria.
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