Essa dúvida é natural e envolve tanto questões econômicas quanto emocionais. Segundo pesquisa do Datafolha, 94% dos brasileiros acreditam ser mais vantajoso financeiramente morar em um imóvel próprio do que pagar aluguel.
Pensar sobre essa decisão exige mais do que comparar valores. É também sobre avaliar estilo de vida, estabilidade e planos para o futuro. Não existe uma resposta única, mas há sinais que ajudam a entender se chegou o momento de mudar.
Você está pronto para dar esse passo?
Neste guia, confira pontos de atenção e dicas práticas que ajudam a identificar se essa é a fase ideal para agir.
Vamos lá?
Como saber quando é hora de sair do aluguel?
Descobrir quando é a hora de sair do aluguel depende de análise financeira, planejamento de longo prazo e clareza sobre os seus objetivos pessoais. Estabelecer prioridades também é essencial para entender o que você realmente deseja e do que pode precisar abrir mão.
Avaliar esses aspectos com atenção facilita tomar uma decisão segura e evita arrependimentos futuros.
Algumas reflexões ajudam a encontrar a solução:
- o valor do aluguel está comprometendo meu orçamento?
- já tenho reserva financeira suficiente para a entrada e parcelas do financiamento?
- quais são as opções de financiamento disponíveis e qual a mais adequada para mim?
- quero liberdade para reformar e personalizar minha casa?
- a estabilidade de ter um imóvel próprio é importante para minha família? E para meu futuro?
Responder a essas questões com sinceridade é o primeiro passo para saber se a compra de um imóvel trará mais benefícios do que manter o aluguel.
A seguir, veja o que considerar em cada ponto.
O valor do aluguel está comprometendo meu orçamento?
Se o aluguel consome uma fatia muito grande da sua renda mensal, esse é um sinal de alerta.
Segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2024, análise realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), comprometer 30% ou mais da receita domiciliar com aluguel é considerado ônus excessivo.
Ou seja, o gasto com moradia está elevado a ponto de impactar o orçamento e reduzir a capacidade de pagar outras despesas essenciais, como alimentação, transporte, saúde e educação.
O IBGE utiliza esse parâmetro para identificar situações de vulnerabilidade habitacional e calcular a proporção de famílias que enfrentam dificuldades para manter o equilíbrio financeiro devido ao custo do aluguel.
Por exemplo, imagine que você recebe R$ 5.000 por mês. O ideal seria gastar até R$ 1.500 com domicílio. Se seu aluguel já está em R$ 2.000 ou mais, significa menos dinheiro para poupar, investir ou lidar com imprevistos.
Em muitos casos, você poderia usar o valor que paga atualmente ao proprietário para quitar parcelas de um financiamento e começar a construir patrimônio.
Mas atenção: é preciso fazer as contas e considerar também custos como condomínio, IPTU e manutenção do imóvel próprio.
Já tenho reserva financeira suficiente para a entrada e parcelas do financiamento?
A reserva financeira adequada é um dos principais fatores que indicam quando é hora de sair do aluguel.
Sua verba deve incluir:
- valor para a entrada (geralmente de 20% do preço do imóvel);
- custos adicionais, como escritura, registro, seguro e ITBI (Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis);
- uma reserva de emergência para manter o pagamento das parcelas caso surjam contratempos.
Por exemplo, se você deseja adquirir um apartamento de R$ 300 mil, precisa de cerca de R$ 60 mil para a entrada, além de aproximadamente R$ 10.000 a R$ 15.000 para taxas e documentos.
Se ainda não tem essa quantia, pode montar um plano para economizar até atingir o dinheiro necessário ou encontrar uma construtora que parcele esse valor, como a Tenda.
Dica: quer realizar uma projeção de valores para o seu caso em específico? Use nosso Simulador de Financiamento e veja o custo estimado, tanto do total do imóvel quanto a entrada necessária, valor que pode ser parcelado pela Tenda.
Basta preencher informações como localização desejada, sua receita familiar, idade e telefone para receber o resultado.
Quais são as opções de financiamento disponíveis e qual a mais adequada para mim?
Existem diferentes formas de financiar um imóvel, cada uma com características próprias. Conhecer as opções ajuda a escolher a que melhor se adapta à sua situação financeira quando for hora de sair do aluguel.
Conheça as principais!
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Sistema Financeiro da Habitação (SFH)
O SFH é um tipo de financiamento que segue regras do governo federal, conforme a Lei n.º 4.380/1964. Suas características são imóveis de preço limitado (até R$ 1,5 milhão) e juros mais baixos do que em outras modalidades.
Essa opção é indicada para quem busca o primeiro imóvel, tem renda nos limites exigidos e deseja usar o FGTS para reduzir o valor das parcelas ou da entrada.
Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI)
O SFI oferece imóveis de valor mais alto e sem margem máxima de financiamento. Também permite maior flexibilidade em relação à renda, mas os juros são geralmente um pouco mais altos.
Se você quer comprar uma propriedade com características fora do padrão do SFH ou ainda não tem acesso ao FGTS, essa pode ser uma boa alternativa.
Financiamento direto com a construtora
Nesse modelo, a própria construtora oferece o financiamento do imóvel, sem intermediários bancários. Geralmente, é possível negociar as condições diretamente, como valor da entrada, prazo e parcelas.
Confira as vantagens:
- processo mais rápido, sem depender de bancos;
- flexibilidade para negociação;
- possibilidade de reduzir burocracia e documentos exigidos.
No entanto, os juros podem ser mais altos e geralmente está disponível apenas para apartamentos na planta. Devido à menor regulação, também é essencial mais atenção ao contrato.
Essa modalidade é atrativa para quem deseja rapidez na compra ou encontrou um imóvel em lançamento e quer condições personalizadas.
Quero ter mais liberdade para fazer reformas e personalizar o imóvel?
Um dos pontos mais frustrantes para quem vive de aluguel é não poder fazer mudanças significativas. Pintar paredes, trocar pisos ou reformar o banheiro depende da autorização do proprietário e é um gasto que sequer vale a pena.
Com a casa própria, essa limitação deixa de existir. Você pode adaptar o espaço às suas necessidades e gosto pessoal. Não é apenas uma questão estética: reformar também pode melhorar sua qualidade de vida.
Por exemplo, transformar um quarto extra em escritório pode facilitar a concentração no trabalho remoto. Ou criar uma área gourmet para aumentar o conforto da família e o valor de mercado da propriedade.
Se essa é uma prioridade para você, já pode colocar na lista de indícios de quando é hora de sair do aluguel.
A estabilidade de ter um lar próprio é importante para minha família e futuro?
Ter um lar seu é sinônimo de estabilidade, o que significa não depender de um contrato de aluguel que pode passar por reajuste ou rescisão a qualquer momento.
Para famílias, essa segurança é ainda mais relevante. Saber que ninguém vai pedir o imóvel de volta dá tranquilidade para planejar o futuro, desde reformas até a escolha das escolas das crianças.
Além disso, a casa própria é um patrimônio que você pode deixar como herança ou usar em negociações no futuro.
Onde comprar o meu apê? 5 dicas!
Quando for hora de sair do aluguel, escolher o apê ideal exige cuidado com vários aspectos. Veja 5 dicas práticas para auxiliar na escolha!
1. Avalie a localização
Verifique se o bairro oferece acesso fácil a transporte público, mercados, escolas, universidades e serviços essenciais. A proximidade desses pontos economiza tempo e dinheiro.
2. Pesquise a segurança da região
Converse com moradores e consulte índices de criminalidade. Segurança é um fator determinante para a qualidade de vida.
3. Analise a infraestrutura do prédio ou condomínio
Confira áreas comuns, como garagem, elevadores, portaria e lazer. Uma boa infraestrutura pode fazer diferença no dia a dia.
4. Considere o potencial de valorização
Bairros em crescimento, próximos a novos empreendimentos ou com projetos de melhorias urbanas, tendem a valorizar a propriedade ao longo dos anos.
5. Visite em horários diferentes
O movimento e o barulho mudam ao longo do dia. Visitar de manhã, à tarde e à noite ajuda a ter uma visão real da rotina do local.
Pronto para dar o primeiro passo rumo à casa própria?
Decidir quando é hora de sair do aluguel envolve mais do que vontade: é preciso fazer uma análise cautelosa sobre a situação atual e seus objetivos.
A compra da casa própria pode representar mais liberdade, segurança e estabilidade, mas só vale a pena se for um passo planejado.
Agora que já sabe quais perguntas fazer e quais fatores considerar, o próximo passo é pesquisar pelo lar dos sonhos.
Para começar, confira os apartamentos disponíveis na Construtora Tenda. Na nossa Loja Virtual, você encontra opções em diversos estados do país, com habitações de 1 a 2 quartos em condomínios fechados — ideais para garantir mais conforto, segurança e qualidade de vida para você e sua família.
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