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Qual é a importância de fazer um planejamento financeiro?

Mais do que evitar situações de aperto — as quais prejudicam a qualidade de vida de toda a família —, fazer um planejamento financeiro é necessário para realizar projetos em médio e longo prazo (como uma viagem ou comprar a casa própria, respectivamente).

A gestão do orçamento doméstico deve ser feita por meio de uma planilha, na qual constem todas as fontes de rendas e de despesas, tanto as contas fixas quanto as pequenas compras do dia a dia, para saber onde, exatamente, o dinheiro é gasto.

Feito isso, quem tem pendências com cartões de crédito deve priorizar seu pagamento ou, ao menos, renegociar as dívidas, em busca de taxas menores.

Com a situação financeira sob controle, é possível traçar estratégias para realizar projetos importantes — independentemente de períodos de crise — e garantir um bom futuro para você e para as pessoas que você ama.

 

Como conseguir juntar dinheiro para comprar imóvel? 

A primeira medida é aprender a economizar seu dinheiro. Para isso, é preciso reduzir, ao máximo, os gastos com itens que não sejam essenciais, ou seja, tudo aquilo que você não consegue viver sem.

Por se tratar de algo subjetivo, a definição do que é, de fato, essencial demanda um pouco de reflexão. Avalie se a manicure, o cineminha, o chope, entre outros “mimos” semanais, são mesmo indispensáveis ou se podem ser suspensos em busca do seu sonho.

Até os gastos no supermercado entram nessa conta. Antes de ir às compras, é preciso ver o que ainda tem na dispensa e planejar a melhor maneira de consumir os alimentos disponíveis, aproveitando-os sem desperdícios.

O mesmo vale para o transporte: se não for possível se deslocar a pé ou de bicicleta (alternativas mais baratas e econômicas), use o transporte público ou compartilhe caronas (rachando o combustível e o estacionamento) para ir e voltar do trabalho.

Também é preciso diminuir as contas fixas (como água, luz e telefonia), por meio do uso consciente e do investimento em tecnologias que ajudem a poupar, como instalar redutores de vazão nas torneiras e trocar lâmpadas antigas por modelos de LED.

É possivél poupar mais do que o valor da entrada? 

Certamente! E o melhor é que, quanto maior a quantia levantada, menor será o tempo de financiamento do imóvel e, consequentemente, os juros cobrados.

Na prática, isso evita que o futuro proprietário passe mais de 30 anos com até 30% da renda familiar bruta comprometida com o pagamento das parcelas. E, então, o esforço vale ou não vale a pena?

Para poupar mais do que o valor da entrada, comprometa-se a guardar um valor fixo da sua renda mensal. Esforce-se para que essa quantia equivalha a, pelo menos, 30% dos seus ganhos brutos.

Afinal, após o recebimento das chaves, você terá que arcar com as despesas com escritura e documentação, como o Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), as quais correspondem a cerca de 4% do valor do imóvel.

Como tirar proveito de períodos de tranquilidade financeira? 

Quem mora com os pais, não tem pressa para sair de casa e não precisa pagar aluguel deve aproveitar para poupar ainda mais.

No entanto, os jovens não devem se limitar a deixar o valor arrecadado na poupança. O ideal é aplicá-lo em fontes de investimento mais rentáveis e se capitalizar antes de contratar um financiamento.

O raciocínio é simples: enquanto em uma dívida (no caso, o financiamento imobiliário) é preciso pagar juros para o banco, em um investimento é você quem recebe os juros.

Como não é necessário muito dinheiro para começar a investir, a escolha do investimento ideal deve considerar o tempo que o poupador pode esperar para fazer o resgate. Por exemplo:

  • até um ano: pode-se aplicar em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de bancos pequenos e médios, em Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) ou em Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs);
  • de dois a três anos: pode-se aplicar em CDBs de bancos pequenos e médios, Letras de Câmbio (LCs) e fundos de crédito privado;
  • acima de três anos: pode-se aplicar no Tesouro IPCA+, cujo vencimento será em 2024.

Por isso, vale a pena esperar o momento certo, juntar dinheiro para comprar imóvel e só entrar em um financiamento quando reconhecer uma boa oportunidade.

Comprar imóveis pode ser considerada uma forma de investimento?

No contexto atual, com a queda da inflação, a recuperação econômica e os estoques das construtoras ainda cheios, comprar imóveis voltou a ser uma boa forma de investimento. O importante é juntar o máximo de dinheiro e barganhar!

Para quem conhece o valor do seu esforço e sabe quantas horas de trabalho são necessárias para pagar um financiamento imobiliário, nada melhor do que aderir a um programa com juros menores e parcelas decrescentes, como o Minha Casa Minha Vida.

Assim, ainda que a maioria das pessoas não consiga efetuar o pagamento à vista, juntar dinheiro para comprar imóvel é algo possível e altamente recomendável. Além de diminuir o prazo do financiamento, o hábito de economizar reflete, positivamente, no futuro da família — que se sente capaz de realizar todos os seus sonhos.

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