Trilha da Conquista

Quais os principais custos de um apartamento? Evite surpresas!

 
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Blog da Tenda
Ícone Calendário | tenda.com Data:
27/08/2026
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Os principais custos de um apartamento vão muito além do valor anunciado no imóvel. Isso porque quem pretende comprar a casa própria precisa considerar uma série de despesas que surgem antes, durante e depois da aquisição.

Esse planejamento se tornou ainda mais importante nos últimos anos, principalmente porque o número de brasileiros vivendo em condomínios verticais cresceu de forma significativa.

Segundo o IBGE, a proporção de moradores nesse tipo de residência saltou de 8,5% para 12,5% nos últimos levantamentos.

O dado reforça a tendência de verticalização, especialmente nos grandes centros urbanos, onde os apês ganharam espaço como alternativa acessível de domicílio.

Para evitar surpresas financeiras e tomar decisões mais seguras, é fundamental conhecer todos os gastos envolvidos na compra e ao longo do período de moradia no imóvel.

Neste artigo, confira listas práticas de despesas comuns para quem pretende se mudar para o primeiro apartamento, além de dicas para preparar o bolso e realizar esse investimento com mais tranquilidade.

Vamos lá?

Quais são os principais custos de um apartamento?

As despesas variam conforme a forma de pagamento e o tipo de imóvel. Em geral, o comprador precisa considerar entrada ou sinal, parcelas ou financiamento, ITBI, escritura, registro, avaliação bancária, seguros obrigatórios e gastos mensais durante a moradia, como condomínio, contas básicas e possíveis reformas.

A seguir, confira os principais custos de um apartamento do sinal à entrega das chaves.

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Entrada ou sinal do imóvel

A entrada costuma ser o primeiro compromisso financeiro ao adquirir um apê. Em financiamentos imobiliários, os bancos geralmente exigem um pagamento inicial que varia entre 10% e 30% do valor total da unidade residencial.

Quanto maior for a entrada, menores tendem a ser as parcelas e os juros ao longo do contrato. Por isso, muitas pessoas economizam antes de dar esse primeiro passo.

No caso de compras à vista, o interessado normalmente negocia esse valor diretamente com a construtora ou o proprietário.

Já em apartamentos na planta, o sinal pode ser dividido em parcelas durante a obra.

ITBI

Outro custo importante é o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), um tributo municipal que deve ser pago sempre que ocorre a transferência de propriedade. É cobrado na compra de qualquer tipo de imóvel, seja à vista, financiado, novo, usado ou na planta.

A taxa varia conforme a localização, mas normalmente fica entre 2% e 3% do valor da residência. Em apartamentos de preço mais alto, essa despesa pode representar uma quantia significativa no orçamento doméstico.

Vale lembrar que, sem o pagamento do imposto, o comprador não consegue concluir o registro em cartório.

Escritura e registro

A escritura formaliza a negociação entre comprador e vendedor, enquanto o registro oficializa a transferência da propriedade após o pagamento do ITBI. Os valores dessas despesas dependem do estado e do preço do apartamento.

Na compra à vista, a escritura pública costuma ser obrigatória antes do registro. Já no financiamento, muitas instituições utilizam o próprio contrato como documento válido, o que pode dispensar essa etapa.

Em unidades na planta, a cobrança muda de acordo com o modelo adotado pela construtora. Ainda assim, o registro segue obrigatório para todas as modalidades.

Avaliação do imóvel

A avaliação do imóvel também está entre os principais custos de um apartamento. É exigida principalmente em financiamentos, já que o banco precisa verificar as condições da propriedade e confirmar se o valor está compatível com o mercado antes de liberar o crédito.

Em projetos ainda na planta, a análise pode acontecer em etapas específicas da construção ou na entrega das chaves.

Já na compra à vista, essa etapa não é obrigatória, embora alguns clientes contratem o serviço por segurança.

A tarifa varia conforme a instituição e o valor do apê.

Seguros obrigatórios

Nos financiamentos com bancos e construtoras, os seguros também fazem parte das despesas, embora muitas vezes sejam embutidos nas parcelas.

Os principais incluem cobertura para morte e invalidez permanente do comprador, além de proteção contra danos físicos ao imóvel.

Já nas compras à vista, a contratação não é obrigatória, embora o proprietário possa contratar caso deseje.

Conhecer os principais custos de um apartamento com antecedência ajuda a evitar apertos financeiros e facilita o planejamento. Analisar cada etapa da compra com atenção é fundamental.

Quais são os gastos mensais de quem mora em apartamento?

Entre as despesas mais comuns estão a taxa de condomínio, contas de água, luz e gás, mensalidades de internet e outros serviços, IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), além de custos com manutenção pós-obra e possíveis imprevistos. Esses valores devem fazer parte do planejamento antes e depois da mudança.

Entenda melhor quais são os gastos mensais de quem mora em apartamento a seguir.

Taxa de condomínio

Segundo o Censo Condominial 2026, o Brasil tem cerca de 327 mil condomínios ativos, que reúnem cerca de 39 milhões de moradores.

Esse tipo de moradia inclui uma taxa que envolve pagamento dos funcionários, despesas ordinárias e materiais usados na manutenção do prédio.

Esse valor varia conforme a estrutura do condomínio, as áreas de lazer disponíveis e a quantidade de unidades no empreendimento, já que os gastos costumam ser divididos entre os moradores.

Em muitos casos, condomínios com maior número de apartamentos conseguem diluir melhor os gastos e reduzir o valor individual da taxa.

Conta de água

A conta de água dos apartamentos geralmente também é dividida entre os moradores, com exceção de prédios que contam com medição individual.

Como se trata de uma despesa recorrente, é importante adotar hábitos de consumo consciente para evitar desperdícios e reduzir os custos.

Conta de luz

Cada apartamento paga o valor correspondente ao seu próprio consumo de energia elétrica.

Já os custos relacionados às áreas comuns, como iluminação, elevadores, portaria 24h e sistemas de monitoramento, são incluídos na taxa de condomínio, discriminados no boleto mensal.

Conta de gás

O gás encanado também está entre os principais custos de um apartamento. Em muitos condomínios, o valor é dividido entre os moradores e incluído na taxa de condomínio.

Além do uso no fogão, o gás também pode abastecer sistemas de aquecimento de água para chuveiros e torneiras. Como nem todos os prédios oferecem essa estrutura, vale verificar esse detalhe antes da compra ou da mudança.

Conta de internet e outros serviços

As despesas com internet, TV por assinatura e plataformas de streaming são individuais e variam conforme o pacote contratado por cada morador.

Alguns empreendimentos oferecem Wi-Fi nas áreas comuns, o que pode representar uma comodidade adicional para os residentes. Ainda assim, é preciso avaliar os gastos mensais desses serviços no planejamento financeiro.

IPTU

O IPTU é uma cobrança anual obrigatória para proprietários de imóveis urbanos. O pagamento pode ser feito à vista, geralmente com desconto, ou parcelado ao longo do ano.

Como o valor varia de acordo com a cidade, a localização e as características do apartamento, é importante consultá-lo antes de fechar negócio. Em regiões metropolitanas, por exemplo, o imposto geralmente é mais barato do que nas capitais.

Manutenção

As despesas com manutenção variam bastante entre imóveis novos e usados. Em apês recém-entregues, é comum haver gastos com acabamentos, móveis planejados, pintura, iluminação e itens de segurança, como redes de proteção nas janelas.

Já em unidades usadas, reformas e adaptações dependem das necessidades do novo morador.

Além disso, reparos elétricos, hidráulicos e substituições simples (como a troca de uma lâmpada queimada) podem surgir ao longo do tempo. Portanto, manter uma reserva de emergência para imprevistos ajuda a evitar apertos no orçamento.

O que está incluído no valor do condomínio?

Em geral, a taxa inclui:

  • limpeza e manutenção das áreas comuns, como hall e salão de festas;
  • salários e benefícios de funcionários, como porteiros e faxineiros;
  • contas coletivas, como água, energia do prédio e gás compartilhado (se for o caso);
  • contratos de manutenção preventiva de elevadores, interfones e sistemas de segurança;
  • seguro obrigatório contra incêndios e outros danos previstos em lei;
  • fundo de reserva para emergências e despesas inesperadas;
  • fundo de obras para reforma e melhorias estruturais aprovadas em assembleia.

Além dessas cobranças fixas, alguns condomínios podem realizar rateios extras. Isso acontece quando surge uma despesa que não estava prevista no orçamento anual, como pintura da fachada ou reparos estruturais urgentes.

Portanto, antes de adquirir a sua casa própria, vale analisar o que está incluído no valor do condomínio. Assim, fica mais fácil entender quais serviços estão cobertos e evitar surpresas no orçamento mensal.

Nesse momento, pode surgir a dúvida: quais custos extras devo considerar ao comprar um apartamento? Descubra a seguir.

Quais custos extras devo considerar ao comprar um apartamento?

Os principais incluem:

  • contratação de caminhão e ajudantes para a mudança;
  • compra de mobiliário, eletrodomésticos e itens essenciais;
  • marcenaria planejada para cozinha, quartos e banheiros;
  • instalação de iluminação, já que muitos imóveis são entregues apenas com os pontos elétricos;
  • compra e instalação de box de banheiro, chuveiros, espelhos e torneiras;
  • cortinas, persianas e telas de proteção, especialmente em apartamentos com crianças ou pets;
  • pintura, pequenos acabamentos e personalizações estéticas;
  • taxas relacionadas ao estacionamento e vagas extras;
  • laudos e vistorias técnicas.

Também vale reservar uma quantia para imprevistos. Mesmo em unidades novas, podem surgir despesas inesperadas nos primeiros meses, principalmente relacionadas a ajustes e adaptação dos ambientes.

Portanto, faça uma reserva financeira além da entrada e das parcelas do financiamento. Esse cuidado ajuda a evitar endividamento logo após a compra e permite montar o apartamento com mais tranquilidade.

Como planejar o orçamento do imóvel próprio?

Para o processo ser um sucesso:

  1. Defina quanto pode comprometer da renda mensal com os principais custos de um apartamento (entrada, parcelas, condomínio, IPTU e demais contas);
  2. Crie uma estimativa de gastos para cada etapa, como mudança, móveis, iluminação e acabamentos;
  3. Monte um calendário financeiro com datas para pagamentos;
  4. Mantenha uma reserva para imprevistos;
  5. Compare apartamentos conforme localização, estrutura, valor do condomínio e potencial de valorização;
  6. Faça simulações de financiamento antes de fechar negócio.

Para reforçar a execução dessas dicas, elabore um checklist final com documentação, gastos mensais e valor total do investimento antes da assinatura do contrato.

Assim, você se prepara para adquirir sua casa própria com mais segurança e tranquilidade.

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