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A dívida do cartão de crédito parece uma bola de neve. Basta pagar o mínimo uma única vez e o valor aumenta consideravelmente. Agora, mesmo com as mudanças na regra, muita gente ainda fica devendo às operadoras e acaba com restrições, sem perspectivas de limpar seu nome.


Entretanto, o que parece impossível não é assim tão difícil: basta fazer um bom planejamento e priorizar o pagamento das contas em atraso. Pode ser um sacrifício por algum tempo, mas o lado bom é conseguir dormir tranquilamente, sem se preocupar com cobranças e com uma conta que aumenta todos os dias.
Quer mais informações a respeito desse assunto? Neste post, você entenderá por que a conta do cartão aumenta tanto (e tão rápido), conhecerá melhor as novas regras definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pode aproveitar 5 ótimas dicas para vencer a batalha contra a dívida do cartão. Acompanhe!

Os juros do cartão de crédito no brasil

Se você acha que os juros do cartão de crédito no Brasil são altos está certíssimo: temos os maiores do mundo. Em 2017, a taxa média anual do crédito rotativo era de 352,76% a.a. Ou seja, se você começasse o ano devendo R$ 1.000, terminaria com uma conta de mais de R$ 3.500. Para fins de comparação, no restante da América Latina, a média dos países era menor que 50%.

O motivo de termos índices tão altos são diversos. O primeiro deles é a nossa Selic, a taxa básica de juros da economia. Mesmo quando gira em torno de 6,5% ao ano, ela ainda é muito alta, quando comparada a economias estáveis, nas quais o valor não chega a 1% a.a.

Além disso, os bancos incluem em sua contabilidade uma reserva chamada de Provisão para Devedores Duvidosos (PDD). É como se fosse uma garantia prévia para o caso de seus clientes ficarem inadimplentes. Esse valor é quase sempre crescente, e os juros do cartão têm que cobrir o custo desse dinheiro parado e por isso aumentam ainda mais.

Um outro motivo é a concentração de operações: cerca de 80% delas estão nas mãos dos cinco maiores bancos brasileiros. Dessa forma, as taxas acabam ficando muito parecidas (e altas), pois não temos nenhuma lei que controle o teto máximo a ser cobrado, como existe em outros países.

A nova legislação dos cartões de crédito

Desde o dia primeiro de junho de 2018 começaram a valer as novas regras do cartão de crédito. Elas foram alteradas para controlar melhor a inadimplência e evitar que tanta gente caia na armadilha da bola de neve no cartão de crédito.

Confira um resumo das mudanças:

  • fim do pagamento mínimo fixado em 15% do valor da fatura: agora, cada operadora define o mínimo, de acordo com seu relacionamento com o cliente;
  • fim da cobrança de duas taxas de juros diferenciadas:
  • o crédito rotativo não regular, com juros mais altos, aplicados para quem não paga pelo menos o mínimo da fatura;
  • o crédito rotativo regular, com juros menores, aplicados para clientes que pagarem pelo menos o mínimo. Agora, essa taxa fica valendo para ambos os casos;
  • fim da possibilidade de pagamento mínimo por vários meses seguidos: o cliente que pagar apenas o mínimo de uma fatura pode, no mês seguinte, quitar totalmente a dívida ou contratar um parcelamento com taxas mais baixas.

Mesmo com essas novas regras, os juros do cartão continuam altíssimos: em setembro de 2018, foi registrada a média de 278,7% ao ano. Ou seja, ficar devendo ainda é um péssimo negócio.

O caminho para quitar a dívida do cartão de crédito

Qual é a saída para esse labirinto de juros? Como um cliente que já está devendo pode se organizar para pagar as contas e se livrar dessa dívida crescente? A resposta está no planejamento financeiro. Confira, a seguir, 5 dicas importantes que você precisa seguir caso queira sair desse problema em definitivo!

1. analise sua situação como um todo e veja quanto deve

Se você tem mais de um cartão de crédito, faça a soma do saldo devedor de todos. Não importa se apenas um está em atraso, pois todos estão sujeitos a juros altos, caso não pague a fatura por completo. É importante avaliar o total para ter uma perspectiva de quanto tempo será necessário para quitar tudo completamente.

2. troque a dívida por outra com juros menores

Com esse valor em mente, procure opções de crédito com juros menores. Uma dica é pedir simulações de diferentes linhas de crédito. Veja quanto sai, por exemplo:

  • o parcelamento oferecido pela própria operadora;
  • um crédito pessoal no seu banco de relacionamento;
  • um empréstimo consignado, caso sua empresa tenha convênio.

Faça a comparação entre todos, levando em conta não apenas as taxas de juros e o valor das prestações, mas todas as despesas envolvidas (incluindo as tarifas bancárias). Uma dica válida é pedir a planilha do Custo Efetivo Total (CET) que é direito seu e dever do banco fornecer. Assim, você não corre o risco de fazer avaliações equivocadas.

3. corte gastos supérfluos na sua rotina

Mesmo a parcela de um crédito com juros menores precisa caber no seu orçamento. Atrasá-la vai prejudicar seu orçamento familiar consideravelmente, pois trará mais e mais juros. Portanto, observe seu planejamento financeiro e veja quais gastos podem ser cortados da sua rotina.

Comer fora frequentemente, sair de carro mesmo para distâncias curtas e fazer compras por impulso podem levar seu dinheiro embora em um piscar de olhos. Portanto, procure alternativas, como:

  • preparar comida em casa para levar para o trabalho;
  • usar meios de transportes alternativos (andar de bicicleta ou a pé sempre que possível);
  • comprar somente o que está previsto no seu orçamento.

Tente praticar isso por um mês e você já sentirá a diferença no seu bolso!

4. revise o orçamento familiar

Em momentos de dificuldade, a família toda deve se unir para ajudar. Reúna todos os familiares e revisem juntos o orçamento mensal. Uma pequena contribuição a mais de cada um vai fazer muita diferença e pode ser a chave para sair da dívida com o cartão de crédito.

Também é possível encontrar fontes de economia na mudança de rotina da família. Em vez de usar mais de um carro, todos podem compartilhar o mesmo veículo, fazendo um rodízio (cada um usa um dia) e dando carona aos demais sempre que viável. Ou os banhos podem ser mais curtos, para ajudar a economizar água.

O importante é que todos se conscientizem sobre a necessidade de poupar para melhorar a qualidade de vida da família.

5. tenha no máximo dois cartões de crédito

Quando você está com o nome limpo e pagando as contas em dia, sempre aparecem novas ofertas de cartão e empréstimo, não é mesmo? São propostas do banco, de lojas e até de aplicativos de celular. Recuse-as para garantir sua saúde financeira. Ter vários cartões aumenta sempre o risco de descontrole nas contas, portanto, fique no máximo com dois deles.

Tomando esses cuidados você consegue quitar a dívida do cartão de crédito e pode se precaver para não entrar mais no mesmo problema, mantendo sua vida financeira em dia. Foque sempre em planejamento e economia se quiser conquistar seus sonhos!

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