CONHEÇA O PROJETO REFUGIADOS EM OBRAS DA TENDA!

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Em uma parceria com a AVSI Brasil (Associação Voluntários para o Serviço Internacional), trouxemos pessoas refugiadas da Venezuela para trabalhar aqui na Tenda. A parceria deu tão certo que hoje se tornou uma iniciativa por aqui: o projeto Refugiados em Obras.

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Para contar a história desse match perfeito entre as necessidades dessas pessoas, com o foco da AVSI Brasil e com o nosso propósito, convidamos a Adrian Mizael, analista de responsabilidade corporativa.

Neste artigo vamos mostrar uma das nossas iniciativas que impacta diretamente dois dos nossos principais focos: promover a diversidade e inclusão e melhorar a mobilidade social das pessoas. Fica aqui para saber como funciona esse projeto!

AVSI Brasil + Tenda

Como já te contamos, o projeto Refugiados em Obras nasceu de uma parceria entre AVSI Brasil e Tenda. Essa colaboração começou em 2021, quando os contatamos para falar sobre a possível contratação de três pessoas venezuelanas que deixaram seu país de origem por conta da crise humanitária.

Essa associação trabalha aqui no Brasil para oferecer condições de vida dignas para  pessoas que vivem em situações de vulnerabilidade ou emergência humanitária, com os refugiados que saem da Venezuela e entram no nosso país por Roraima. Afinal, muitas delas gastam tudo o que possuem para buscar novas oportunidades por aqui.

Os principais objetivos da AVSI, nesta iniciativa, são:  interiorizar esses refugiados e refugiadas no Brasil, auxiliar na regularização da sua situação no país, e incluí-los no mercado de trabalho. Para que todas essas pessoas possam se tornar protagonistas do próprio desenvolvimento, da sua família e comunidade.

Esse último ponto não só é o motivo da conexão entre Tenda e AVSI para essa iniciativa, mas também se conecta diretamente com nosso propósito de contribuir para a mobilidade social da população, e a nossa crença de que Todas as Pessoas merecem o seu lugar no mundo.

O que eram quatro contratados, viraram cinco logo na primeira contratação. Segundo Adrian, a meta era chegar ao final do ano com oito refugiados contratados. Em janeiro de 2022 temos 13! E o objetivo é ter mais ainda, viu?

O caminho dessa conexão

Trabalhador da construção civil | Projeto refugiados | Jeito Tenda de Ser | Blog da Tenda

Beleza, mas como essa parceria funciona? A nossa analista de responsabilidade corporativa explica que enviamos as nossas vagas abertas, a AVSI verifica quem tem esse perfil e indica as pessoas que se adequam.

Então, iniciamos o processo seletivo. Os selecionados passam por um processo de contratação diferenciado, que envolve a documentação e a saída da pessoa do abrigo da associação para uma nova moradia.

Nesse primeiro momento, a AVSI oferece para a pessoa refugiada e sua família: três meses de auxílio para moradia e contas básicas, cesta básica, além da mobília básica. E daí por diante a pessoa contratada passa por um acompanhamento de um assistente social da própria associação que também nos auxilia nessa recepção.

“A gente, enquanto Tenda, também tem esse assistente social como suporte e conexão com essas novas pessoas contratadas, porque ele está muito próximo às famílias. Por exemplo, caso o refugiado ou a refugiada tenha algum problema no trabalho que não consiga resolver, o assistente social faz essa ponte”, complementa Adrian.

A resposta das equipes impactadas

Você pode estar se perguntando: “como está sendo o feedback das pessoas de equipes que recebem refugiados e refugiadas?” Está sendo super positivo, viu? Todas as gestões que incluem essas pessoas estão elogiando a experiência.

“Os comentários são de que eles absorvem muito rápido, executam de forma muito surpreendente para quem nunca trabalhou em obra”, explica Adrian. Ela ainda enfatiza que recebe feedbacks como esses, tanto dos gestores quanto dos outros colaboradores e colaboradoras na obra.

“A gente achou que a língua seria uma barreira, mas não está sendo, a galera consegue se comunicar muito bem”, ela complementa.

Acolhimento é a palavra de ordem

Para ter essa sinergia, as pessoas que vão trabalhar com esses venezuelanos e venezuelanas refugiados passam por um bate papo antes de recebê-los. Isso, para conseguir compreender a situação e conseguir acolhê-los da melhor forma possível.

Afinal, as histórias de vida desses novos colaboradoras e colaboradores de nossas obras é bem difícil. Adrian cita um exemplo:

— “Temos um casal de colaboradores refugiados que hoje trabalha na regional Goiânia, e que vieram para o Brasil com seus dois filhos. Antes de decidirem pela mudança de país, chegaram ao ponto de precisar vender metade dos seus pertences para poder comprar comida”.

Ou seja, estar no Brasil para essas pessoas não é uma opção, mas sim uma necessidade de um novo começo. Além disso, elas estão passando por um momento super delicado, que precisa ser compreendido e respeitado.

O Tamanho do impacto do projeto Refugiados em Obras

É claro, que o primeiro grande impacto podemos ver em exemplos como esse último citado pela Adrian. Estamos mudando realidades aqui, mas não só das 13 pessoas que contratamos através da AVSI até agora, sabia?

“Quando falamos desses 13 refugiados falamos de 44 pessoas impactadas diretamente, pensando em esposas e filhos. E vamos impactar ainda mais pessoas, afinal, temos situações como a de uma criança que nasceu aqui no Brasil e uma outra mulher que está grávida agora.”

Futuro da iniciativa

Profissional trabalhando em uma obra da Construtora Tenda | Projeto refugiados | Jeito Tenda de Ser | Blog da Tenda

Daqui para frente a ideia é só expandir esse projeto, além de dar mais suporte para pessoas que vêm de outros países trabalhar por aqui. Como conta nossa analista de responsabilidade corporativa:

— “Na tenda também temos outros estrangeiros que estão em situação parecida, como haitianos. Além disso, temos outros estrangeiros que não são refugiados, é o caso de alguns paraguaios. Nosso foco em 2022 é criar um ambiente de acolhimento para diferentes estrangeiros nas obras.”

Outro ponto, é o foco no desenvolvimento desses refugiados e refugiadas. Alguns deles chegam aqui com uma boa qualificação, mas por questões de legislação não podem assumir trabalhos em suas áreas.

“Temos um Venezuelano que era advogado e trabalha com a gente na limpeza. O nosso objetivo é abrir ainda mais espaço de crescimento aqui dentro para todas essas pessoas”.

Ah, e a meta agora é pelo menos dobrar esse número de contratados, viu?

A área de responsabilidade corporativa

O projeto Refugiados em Obras é conduzido pela área de Responsabilidade Corporativa, com apoio de outras áreas. Essa área também trabalha com projetos de educação financeira, além do programa de Diversidade e Inclusão aqui da Tenda e outras iniciativas que possam contribuir para o crescimento da nossa gente e da sociedade.

“Nosso papel é criar ações de desenvolvimento para que as pessoas possam alcançar o seu lugar no mundo, seja ele sua casa, seja ele a Tenda como local de trabalho. O principal foco é mobilidade social das pessoas”, explica nossa analista.

Ela segue explicando como essa iniciativa se conecta com o propósito da sua área: “estamos ajudando essas pessoas a sair de um abrigo e conseguir um endereço, ainda que seja alugado em um primeiro momento, mas é o primeiro passo da saída da pobreza. Damos condições, com o emprego, para a família se restabelecer, uma nova chance.”

Se você sonha em trabalhar em uma empresa com impacto social, a Tenda pode ser o lugar certo para você. Conheça nossas vagas e já aproveita para se inscrever no nosso banco de talentos. Esperamos você para ajudar mais pessoas a encontrar seus lugares no mundo!

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