Afinal, como fazer reciclagem em casa e ajudar o meio ambiente?

Dicas Domésticas

Você sabia que mesmo quem vive em apartamentos pequenos pode ajudar a cuidar da natureza? Uma boa estratégia é começar pela reciclagem em casa. O bacana é que, ao adotar uma postura mais consciente em relação ao consumo e ao modo como o lixo é descartado na sua residência, há uma redução considerável nas despesas do mês.

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Esse valor economizado pode ser investido, por exemplo, em gastos com educação — ajudando a transformar não somente o futuro do planeta, mas também o da sua família.

Neste post, veja o que pode ou não ser reciclado, como proceder em regiões onde não há coleta seletiva, de que modo dar um novo destino a objetos que seriam descartados, entre outras dicas. Tudo isso está explicado de maneira prática e simples, para uma mudança de postura imediata. Boa leitura!

Quais produtos podem ser reciclados?

A coleta seletiva transforma papel, plástico, metal e vidro. No entanto, dependendo da composição, nem sempre esses materiais podem ser reciclados. Às vezes, vale mais a pena dar uma nova utilidade ao objeto descartado do que transformá-lo em algo novo.

Para acabar com as dúvidas em relação à reciclagem em casa, descubra o destino de objetos muito usados em lares brasileiros.

Papéis

Os tipos de papéis que mais causam confusão entre pessoas que estão começando a separar o lixo são os usados em embalagens de produtos industrializados.

  • Recicláveis: panfletos, jornais, revistas, envelopes, cadernos, fotocópias, caixas de papelão e embalagens longa vida.
  • Não recicláveis: fotografias, guardanapos e papéis higiênicos usados, bitucas de cigarros, fitas crepe, etiquetas, adesivos, papel vegetal, papel carbono, papel celofane, papel plastificado (presente em embalagens de sabão em pó, por exemplo), papel parafinado (usado sobre toalhas de pano, geralmente em restaurantes), entre outros.

Plásticos

Dos mais frágeis aos mais resistentes, o plástico está presente em quase tudo. Veja como separá-lo.

  • Recicláveis: baldes, frascos (de produtos de beleza, higiene pessoal e limpeza), potes de alimentos (de iogurte, margarina e similares), garrafas PET, sacos, sacolas, canos, tubos, CDs, canetas, plásticos metalizados (usados em embalagens de salgadinhos), brinquedos, bexigas e isopor.
  • Não recicláveis: fraldas, adesivos plastificados, esponjas (de limpeza), cabos de panelas, tomadas e interruptores (como contêm metais, recomenda-se o descarte na lixeira de metais), raios-X, sacos para entulho e objetos de acrílico.

Metais

Tome muito cuidado, principalmente com objetos cortantes e perfurantes. Atenção: metais enferrujados não podem ir para a reciclagem. Conheça os que podem ser transformados.

  • Recicláveis: latas (de bebidas, conservas, farináceos etc.), tampas (de potes de vidro e garrafas de refrigerante), panelas (sem os cabos), talheres, cabides, embalagens metálicas (usadas em congelados), papel alumínio, lâminas, agulhas, alfinetes, pregos e parafusos (sempre embalados ou dentro de potes fechados, nunca soltos), fios e aparas de cobre (restos de manutenções na parte elétrica ou em objetos eletrônicos).
  • Não recicláveis: canos, latas de produtos químicos (como tintas, vernizes, solventes, entre outros), sprays inseticidas, produtos aerossóis (como desodorantes), esponjas de aço, tachas, grampos e clipes.

Vidros

Considerando os riscos envolvidos no manuseio devido à característica cortante, existem vidros recicláveis e não recicláveis.

  • Recicláveis: vasos, garrafas e potes (sem a tampa metálica), copos, taças, frascos de perfumes e vidros de janelas.
  • Não recicláveis: espelhos, vidros temperados (usados em boxes de banheiros), refratários, louças (de porcelana e cerâmica), lâmpadas, enfeites de cristal, ampolas de remédios e tampas de vidro de fornos e de micro-ondas.

No mais, caso se depare com algum material que não saiba ao certo onde depositar, fique tranquilo. Coloque-o na lixeira que julgar adequada. Se estiver errado, os profissionais da coleta fazem o redirecionamento durante a triagem.

Quem mora em condomínios deve incentivar os vizinhos a pelo menos separar os resíduos secos dos orgânicos. Também vale a pena conversar com o síndico sobre a possibilidade de construir coletores de lixo separados.

Ao longo do tempo, conforme o caixa do condomínio permitir, pode-se investir em outros recursos ligados à sustentabilidade, como a instalação de aquecedores solares nas áreas de uso comum.

Por que é fundamental reciclar produtos em casa?

Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), cerca de 30% dos resíduos são recicláveis, portanto, têm potencial para virar novos produtos — ajudando a preservar os recursos naturais.

Ajuda a preservar o meio ambiente

Ao transformar os resíduos, evita-se a extração de mais matérias-primas. O papel reciclado, por exemplo, poupa árvores; o plástico reciclado diminui o consumo de petróleo; o vidro reciclado alivia o leito dos rios (de onde sai a areia para a sua confecção); e o metal reciclado, por sua vez, preserva os minérios.

Além disso, trabalhar com materiais reciclados consome menos água e energia elétrica. Além disso, gera menos emissão de gás carbônico do que fabricar produtos a partir de matérias-primas novas.

Colabora com a redução de gastos

Ao evitar o desperdício de alimentos — aproveitando cascas e talos de vegetais no preparo das refeições, por exemplo — e dar outro uso a objetos que seriam simplesmente trocados por novos, os gastos mensais diminuem.

Fora isso, quem deseja aumentar a renda pode tirar proveito da reciclagem, transformando materiais que seriam descartados em peças de artesanato para comercialização.

Dessa forma, com menos despesas e mais entradas, o orçamento familiar é diretamente aliviado.

Tem uma importante função social

Reciclar o lixo também é importante do ponto de vista social. Isso acontece porque muitas famílias tiram seu principal sustento dessa atividade, trabalhando em companhias ligadas à coleta seletiva e à triagem de dejetos. A reciclagem em casa garante boa parte do material necessário para manter essas pessoas empregadas.

Como funciona, passo a passo, a reciclagem em casa?

O processo de reciclagem em casa é simples, mas exige organização e o envolvimento de toda a família. Para ter sucesso na empreitada, siga os seguintes passos.

Separe o lixo reciclável

Saiba quais materiais, entre papéis, plásticos, metais e vidros, podem ser reciclados e planeje onde serão descartados de acordo com o funcionamento do sistema de coleta de lixo da sua região.

Para facilitar, não é necessário separar os dejetos por tipo — isso é feito nas centrais de recebimento. No condomínio, são necessários apenas dois coletores: um para o lixo reciclável e outro para o lixo comum.

Limpe os materiais

Antes de irem para a reciclagem, os rejeitos devem estar limpos e secos. Para isso, retire todos os restos de alimentos e, se necessário, lave os materiais. Não é preciso deixá-los impecáveis: remover o excesso de resíduos em água corrente já é o suficiente.

A exceção são embalagens de produtos químicos. Elas não devem ser lavadas, pois os resquícios vão parar no esgoto, poluindo as águas.

Prepare os sacos de lixo

Reduza o volume do lixo ao máximo. Para isso, amasse garrafas PET, latinhas e embalagens de papelão. Muitas pessoas têm o hábito de picar papéis, o que prejudica seu aproveitamento. Também não é indicado amassá-los, pois eles ocupam mais espaço. Basta empilhar as folhas.

Materiais cortantes e/ou perfurantes, estejam inteiros, trincados ou em cacos, devem ser enrolados em jornal ou empacotados em caixas de papelão, além de identificados para evitar acidentes no manuseio.

Não use sacos de lixo muito finos por conta do risco de rasgarem quando coletados. Isso evita que a sujeira se espalhe pelas ruas, colaborando com a limpeza da cidade.

Encaminhe o lixo para a reciclagem

Em bairros com coleta seletiva, os resíduos recicláveis devem ser deixados para o caminhão retirar no dia especificado. Indica-se colocá-los no máximo com duas horas de antecedência do horário previsto para a remoção.

A partir daí, o material segue para as centrais de triagem (manuais ou mecanizadas) e depois para as cooperativas de reciclagem. Já onde não há coleta seletiva, os dejetos podem ser entregues em pontos de recebimento voluntário (mais conhecidos como ecopontos).

Quando é necessário chamar um serviço especializado?

Alguns objetos não são lixo comum, mas também não podem ir para a coleta seletiva — é o caso de móveis e eletrodomésticos.

Há duas possibilidades: em bom estado, podem ser doados. Há organizações que retiram ou disponibilizam pontos de coleta para o descarte, como o Exército da Salvação.

Já quando não têm condições de serem recuperados, deve-se deixá-los em locais indicados pelo governo municipal. Nunca use pontos viciados de descarte irregular — o que é considerado crime ambiental.

Algumas prefeituras realizam ainda as chamadas operações cata-bagulho. Os serviços ocorrem mediante programação prévia. Nesse caso, basta colocar o objeto a ser recolhido com uma hora de antecedência na calçada.

O que fazer com materiais recicláveis que não vão para a coleta seletiva?

Procure locais que recebam materiais com potencial contaminante, mas que podem ser reciclados. Quem está começando a fazer reciclagem em casa logo se depara com casos do tipo.

O óleo de cozinha, por exemplo, não pode ser jogado no ralo da pia. Segundo a Sabesp, empresa responsável pelo saneamento de mais de 300 municípios paulistas, apenas um litro de óleo, quando em contato com a rede de esgoto, pode poluir até 25 mil litros de água.

Por isso, depois do óleo esfriar, coloque-o em uma garrafa PET (com ajuda de um funil), feche bem e leve o conteúdo para uma ONG especializada nesse tipo de coleta. Atenção: para não perder a viagem, entre em contato e informe-se sobre quanto litros são necessários para poder realizar a entrega.

No site da empresa responsável pelo fornecimento de água e serviço de coleta e tratamento de esgoto da região geralmente existe uma lista de locais preparados para receber o óleo usado.

Produtos eletrônicos também precisam de uma atenção especial na hora do descarte. Celulares, computadores, televisores e outros costumam ter a opção de serem deixados na mesma loja onde foram adquiridos.

Já as pilhas e baterias só podem ser dispensadas em lixeiras próprias, pois são tóxicas para o meio ambiente. Supermercados e shoppings geralmente oferecem caixas específicas para o descarte desses itens.

Por que a reciclagem faz bem para o bolso, além do meio ambiente?

Os adeptos da reciclagem em casa naturalmente prestam mais atenção na quantidade de lixo gerada. Isso incentiva o consumo consciente, evitando a aquisição de itens em excesso.

Ao mesmo tempo, as pessoas procuram aproveitar os alimentos ao máximo, não apenas evitando que vençam, mas preparando receitas que os utilizem por inteiro. Além disso, há a opção de fazer produtos de limpeza caseiros. Com isso, é possível fazer uma boa economia com mantimentos e suprimentos domésticos.

Outra prática comum dos praticantes da reciclagem em casa é conceder novos usos a objetos que seriam descartados, atribuindo-lhes uma nova função de forma prática e criativa. Essa é a base do conceito de upcycling. Por exemplo:

  • uma fôrma de gelo pode virar um organizador de bijuterias;
  • uma fôrma de picolé serve de porta-trecos;
  • um ralador pode ser usado como porta-brincos;
  • uma latinha de refrigerante pode servir de porta-pulseiras;
  • uma estátua de anjo pode armazenar gargantilhas e colares;
  • um rolo de papel toalha ou de papel higiênico pode ser usado como organizador de cabos e fios
  • uma tábua de corte de madeira pode receber ganchinhos para pendurar panos de prato, entre outras ideias.

Trata-se de uma mudança de estilo de vida que, na prática, ajuda a economizar dinheiro.

Como usar produtos reciclados na decoração?

Decorar a casa com peças feitas com materiais reciclados permite renovar os ambientes gastando pouco e de maneira ecologicamente correta.

O óleo velho, por exemplo, pode ser usado para fazer sabões decorativos para o banheiro. Para os mais habilidosos, alguns filtros de café se transformam em lindas luminárias, ideais para a sala de estar ou para os dormitórios.

Já as latas de alumínio e os potes de vidro podem virar lindos vasinhos para flores. Para isso, basta revesti-los com um material da sua preferência, como barbantes (presos com cola quente).

Garrafas PET, por sua vez, podem ser transformadas em suportes verticais para itens de cozinha. Para isso, é preciso cortá-las na posição horizontal e fazer um furo em cada lateral para passar um barbante ou uma corda de varal, dando um nó após cada garrafa. Antes de pendurar, verifique se elas estão firmes e alinhadas. A ideia é criar uma escadinha para armazenar pequenos utensílios culinários ou servir de fruteira suspensa.

Tampinhas de garrafas e teclas soltas de teclado de computador podem decorar a geladeira — basta colar ímãs na parte de trás e customizá-las como preferir.

Até mesmo embalagens de plástico metalizado (usadas em bolachas e salgadinhos, por exemplo) podem rechear almofadas ou bichinhos de pelúcia. Ideias não faltam, basta usar a criatividade!

Como transformar lixo orgânico em adubo?

Os restos de comida são responsáveis por pelo menos, 50% dos resíduos domésticos. Para transformar o lixo orgânico em adubo, deposite restos de comida, podas de plantas, unhas e cabelos na composteira. Após passar por um processo de compostagem, obtêm-se adubo e fertilizante de ótima qualidade.

Existem composteiras ideais para o uso residencial, mas em apartamentos pequenos, é melhor discutir a viabilidade do uso em uma assembleia. Caso seja aprovada por votação da maioria, a composteira pode ficar em uma área comum do prédio. Já o adubo produzido pode servir para cuidar do jardim do condomínio, bem como ser repartido entre os vizinhos de tiverem plantas em seus apartamentos.

Fazer a compostagem do lixo orgânico diminui a quantidade de dejetos que vai para os aterros sanitários, onde são liberados os gases que provocam o efeito estufa — responsáveis pelas mudanças climáticas.

A composteira costuma ser uma caixa plástica com dois ou mais recipientes (chamados digestores) onde ocorrem as decomposições, e outro recipiente (para armazenar o chorume) onde são colocadas a matéria orgânica e a serragem, palha ou folhas secas. Nesse ambiente controlado, micro-organismos (como fungos e bactérias) realizam a decomposição da matéria orgânica.

Quando realizado de maneira correta, o sistema não gera mau cheiro. O odor ruim indica desequilíbrio no processo, como a presença de materiais que não poderiam ser compostados.

O chorume resultante da compostagem vira um fertilizante de excelente qualidade e pode ser aplicado nas plantas, dissolvido na proporção de uma parte do líquido para dez de água.

Também é possível fazer a compostagem em um minhocário. Nesse caso, graças à ação das minhocas californianas, o processo é mais rápido e gera mais chorume. Para quem vive em apartamento e gera pouco resíduo orgânico, a composteira é mais indicada. Deixe a caixa em um local coberto e protegido da luz.

Por fim, para saber quando o húmus poderá ser usado como adubo, basta apertá-lo: se não pingar água nem esfarelar, está pronto.

O que colocar na composteira?

Para acelerar o processo de compostagem, deve-se colocar pedaços pequenos de frutas, verduras e legumes. Também é permitido colocar guardanapos usados, filtro de papel e borra de café, cascas de ovos, saquinhos de chá, flores, unhas e cabelos.

Já alimentos assados ou cozidos devem ser minoria: o equivalente a no máximo 20% dos resíduos.

O que não colocar na composteira?

Carnes, laticínios, doces e gorduras não podem ir para a composteira. Frutas cítricas também não são indicadas. No entanto, como limão, laranja e companhia são muito consumidos pelas famílias, aproveite suas cascas para fazer um desinfetante natural. Basta deixá-las embebidas em água com vinagre e álcool por uma semana.

Cascas de alho e cebola só devem ser colocadas na composteira se forem cozidas — como acontece durante o preparo de um caldo de legumes.

Por que é importante conscientizar toda a família?

Na edição mais recente do levantamento intitulado Panorama dos resíduos sólidos no Brasil, conduzido pela Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), fica clara a falta de conhecimento e, consequentemente, de engajamento por parte de muitos brasileiros no trato com os resíduos sólidos (lixo gerado em casa).

Segundo o levantamento, 75% da população não sabe separar o lixo doméstico, sendo que boa parte sequer imagina que itens facilmente encontrados nos lares, como papel, alumínio e garrafas PET são recicláveis.

Acontece que, como mostrado ao longo deste artigo, quanto maior é o reaproveitamento, menor é o impacto sobre o meio ambiente. Além disso, trata-se de uma questão de economia doméstica, pois os benefícios refletem no orçamento familiar, visto que há menos desperdícios. A reciclagem em casa não é um assunto que pode ser ignorado.

Toda a família precisa ter consciência do que deve ser reciclado, seja servindo de matéria-prima para a fabricação de outros produtos, seja sendo doado para quem precisa ou recebendo um novo uso na própria residência.

O mais importante é criar o hábito da reciclagem inclusive nos filhos pequenos, envolvendo-os no processo desde cedo. Ações simples fazem a diferença e ajudam a criar uma cultura de sustentabilidade no lar. Por exemplo:

  • quando forem ao supermercado, levem sacolas retornáveis ou o bom e velho carrinho de feira. Isso evita o acúmulo de sacolinhas plásticas em casa;
  • prefiram refis e vasilhames retornáveis, bem como produtos a granel, para evitar o excesso de embalagens;
  • parem de usar copos descartáveis e canudos plásticos, substituindo-os por opções duráveis, entre outras medidas.

Para não cometer erros na hora de separar os materiais recicláveis, faça uma lista do que pode ou não ir para a coleta seletiva. O bacana é criar uma lista personalizada. Para isso, além dos itens essenciais, coloque aqueles baseados nos hábitos de consumo da sua família.

Deixe essa lista sempre à vista: prenda-a com um ímã na porta da geladeira ou escreva em uma parede com tinta do tipo quadro negro. Assim, ninguém terá dúvidas na hora de separar o lixo.

Como mostrado, fazer a reciclagem em casa não é difícil. Basta um pouco de dedicação e, quando menos esperar, toda a família estará envolvida. Atitudes simples como evitar desperdícios, reutilizar materiais e dar o destino correto ao lixo residencial colaboram muito com a sustentabilidade, além de ajudarem a manter o orçamento familiar no azul, poupando gastos desnecessários.

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