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Ao se mudar para um prédio, além das contas básicas como luz, água, telefone, internet, é preciso levar em conta também um gasto extra: a taxa de condomínio. Continue lendo e entenda tudo sobre o assunto!


A mudança para um apartamento é um momento ainda mais especial que o da compra. No entanto, para evitar imprevistos no futuro, é preciso estar atento aos custos relacionados à vida em um edifício. Além das contas básicas, como luz, água, telefone e internet, é preciso levar em conta a taxa de condomínio.

Porém, esse assunto traz sempre algumas dúvidas. Afinal, você sabe exatamente o que está incluso nesse valor? A taxa é realmente necessária? Como se planejar para não ficar em atraso?

Criamos este post para explicar tudo sobre essa despesa, dando dicas para você não se atrapalhar com as contas. Confira!

O que é taxa de condomínio?

A taxa de condomínio é um valor pago mensalmente por todos os moradores de um edifício. Sua função é custear gastos relacionados à administração do prédio — por exemplo, a manutenção das áreas comuns. Ou seja, se um vidro do salão de festas quebrou ou foi preciso trocar alguma peça do portão da garagem, tudo isso é pago com o dinheiro dessa taxa.

Além disso, ela também garante o salário de toda a equipe que trabalha no edifício: porteiros, pessoal da limpeza, zelador, jardineiro, guardas etc. São funcionários que dedicam o seu tempo para manter o prédio em boas condições, além de solucionarem os problemas do dia a dia.

A administradora do edifício ou condomínio é quem faz a gestão desse pessoal. Assim, além de administrar o recebimento do valor, é ela quem faz o pagamento dos profissionais em questão. Em alguns casos, as necessidades do prédio são levantadas entre os moradores em reuniões e levadas pelo síndico até a administradora para que as providências sejam tomadas.

Se os moradores identificarem um problema na infraestrutura da garagem, por exemplo, é da taxa de condomínio que sai o valor do conserto. Em geral, o síndico é o responsável por administrar o valor em caixa e discutir com os moradores quais são as prioridades.

Afinal, trata-se de um orçamento limitado. Se alguém sugerir que um brinquedo seja adicionado no parquinho das crianças, mas houver um encanamento vazando água, a prioridade certamente será o reparo hidráulico.

Essa taxa é obrigatória?

Sim, ela é. Mesmo que você não esteja ocupando o imóvel, precisa pagar o valor mensalmente, porque a manutenção do prédio deve ser feita continuamente. Quando um morador (ou vários) fica devendo, isso prejudica o condomínio como um todo, pois faltará dinheiro no caixa para cobrir as despesas.

E tem mais: o morador inadimplente pode ser cobrado judicialmente pela administração do prédio. Existem até casos extremos em que o imóvel pode ser penhorado para quitar a dívida. Entretanto, a situação pode ser administrada para não gerar esse tipo de problema.

No caso de um apartamento alugado, por exemplo, quem está morando no apartamento é que deve se responsabilizar pela taxa de condomínio. Esse é um item estabelecido nos contratos e deve ser respeitado, pois o inadimplente a ser cobrado será o morador, e não o proprietário.

Portanto, se está passando por dificuldades financeiras, o ideal é se planejar para garantir que o pagamento seja feito em dia.

Como se planejar financeiramente?

O primeiro passo é colocar tudo na ponta do lápis. Faça as contas e verifique como anda o orçamento da sua família, incluindo os valores que entram (salários) e que saem (despesas). Uma margem segura para se trabalhar é a dos 40% para despesas fixas. Isso significa que financiamentos (tanto do apartamento quanto de eventuais automóveis), cartão de crédito, contas da casa e taxa de condomínio não ultrapassem 40% da renda familiar.

Se você está de mudança, uma dica importante é verificar se há contas conjuntas no condomínio. É comum, por exemplo, que as contas de energia elétrica e água do prédio sejam divididas igualmente entre os moradores, independentemente do consumo individual. Isso pode ser cobrado junto com a taxa de condomínio ou à parte.

Se for separado, vale a pena consultar o síndico ou um vizinho assim que se mudar para verificar qual é o valor médio dessas despesas. Feito seu planejamento, é hora de decidir se as contas estão em ordem ou se será preciso economizar um pouco. Algumas pessoas preferem buscar fontes de renda extra para manter um padrão de vida mais alto — fazendo bicos nos finais de semana, por exemplo.

Por fim, lembre-se de criar uma reserva financeira para momentos de emergência. Assim como ocorre com financiamentos, atrasar a taxa de condomínio gera uma série de problemas para você e todos os vizinhos.

Afinal, se tem algo que ninguém quer é comprometer a manutenção do lugar onde mora ou, para piorar, ficar com o nome sujo.

Como o valor é calculado?

Como falamos, a taxa de condomínio cobre uma série de despesas do prédio. Por isso, o cálculo nada mais é do que a soma desses gastos. Isso é feito da seguinte maneira:

  • custo da portaria (caso seja terceirizado, será o pagamento da empresa responsável);
  • telefonia fixa e móvel: calculada com base no histórico de consumo;
  • energia elétrica e água: calculadas com base no histórico de consumo;
  • limpeza e jardinagem;
  • segurança;
  • estimativa da manutenção em geral.

Vale destacar que alguns desses itens não são necessariamente cobertos pela taxa de condomínio. Como explicamos, a energia elétrica e a água podem ser cobradas à parte, ainda que, em alguns casos, os valores possam ser divididos igualmente entre os moradores. O mesmo se aplica às contas de telefonia fixa e móvel.

Já a manutenção geral é um caso especial, pois exige um planejamento da administração. É por isso que a maioria dos condomínios costuma manter um fundo de reserva para situações de emergência.

O que é o fundo de reserva?

Além de todos os itens citados acima, o condomínio também inclui uma taxa chamada fundo de reserva. Ela serve para compor um fundo que cobrirá gastos não previstos. Em outras palavras, é uma reserva financeira para situações de emergência, nas quais não dá para esperar mais dinheiro entrar para resolver um problema.

Seu valor é calculado como um percentual do condomínio ou pode ser também um valor fixo. Isso vai depender das características de cada prédio, da quantidade de moradores, dos gastos que costuma ter etc. O ideal é manter esse fundo sempre à disposição e se planejar para evitar que ele seja utilizado com muita frequência.

Se um encanamento estoura, por exemplo, a água de todo o prédio deve ser desligada. Nesse caso, a manutenção é uma questão de urgência. O problema é que nem sempre o condomínio tem o dinheiro em caixa para fazer esse reparo, principalmente se for preciso contratar uma empresa terceirizada ou adquirir novos equipamentos e peças.

O fundo de reserva está lá para isso! Por mais que a manutenção preventiva feita todos os dias diminua o risco de um problema dessas proporções, é sempre bom estar preparado. Afinal, da mesma forma que todos nós devemos nos planejar financeiramente para ter uma reserva financeira de emergência, o condomínio deve ter a sua própria.

Como você pôde ver, estamos falando de algo que não deve ser tratado exatamente como uma simples despesa, mas como um investimento. Além de cobrir os custos normais do prédio, a taxa de manutenção garante uma margem de folga para lidar com problemas maiores. Com isso, a infraestrutura do edifício é preservada e a qualidade de vida dos moradores é bem maior.

Caso você tenha alguma dúvida sobre a composição da sua taxa de condomínio, converse com o seu síndico. Ele certamente poderá consultar a documentação e passar para você todas as informações referentes às despesas cobertas pela taxa. Assim, você vive esse sonho com tranquilidade e não é pego de surpresa por gastos extras.

Agora que você já sabe tudo sobre a taxa de condomínio, deixe seu comentário e conte como ela ajuda a manutenção do seu prédio!

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