Estou desempregado: o que fazer com o financiamento do apartamento?

Guia da Tenda

Conquistar o imóvel próprio é um grande sonho para a maioria dos brasileiros. Porém, todos estamos sujeitos a situações complicadas, principalmente em tempos de instabilidade econômica no país. De repente, nos vemos sem uma fonte de renda estável e a seguinte dúvida aparece: “estou desempregado, e agora? O que faço com o meu financiamento?”.

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Em geral, os primeiros cortes acabam sendo no pagamento das contas. Ainda assim, ninguém quer comprometer a compra do apartamento pelo qual lutou tanto. Pensando nisso, criamos este post para tirar as suas principais dúvidas e dar sugestões sobre o que fazer nesse momento delicado.

Após a leitura, você conhecerá algumas alternativas para contornar o problema com mais tranquilidade. Então, para começar…

Faça as contas

Esse tipo de mudança na vida costuma causar estresse e nervosismo. Entretanto, lidar com as contas é algo que exige calma e planejamento. Portanto, o primeiro passo é colocar as contas na ponta do lápis. Se você está noivo ou casado, por exemplo, calcule quanto da renda do casal foi comprometido pela perda do emprego.

Faça uma análise cuidadosa para encontrar custos que podem ser reduzidos. Muitas vezes, alguns pequenos sacrifícios podem manter o financiamento em dia. Ainda assim, se não for o caso, tente não se iludir: se as contas não fecham, é bom identificar isso o quanto antes para buscar alternativas. Nesse caso, há outras formas de proceder.

Use o seu FGTS

Ao ser demitido, você terá acesso ao saque do seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Sem dúvidas, é um dos principais meios de garantir a estabilidade financeira por algum tempo. Por isso, faça uso consciente desse dinheiro e se planeje para utilizá-lo por, no mínimo, alguns meses.

Se o seu plano é procurar um novo emprego imediatamente, o FGTS pode garantir que as coisas não saiam do controle nesse meio-tempo. Entretanto, isso depende do saldo que você tem à disposição. Por isso, inclua esse valor nas contas e veja quanto tempo você poderá ganhar.

E não se esqueça: essa é a base da sua estabilidade financeira até conseguir um novo emprego, portanto economize no que for possível para que essa reserva dure mais tempo.

Entre em contato com a financiadora

Bancos e instituições financiadoras em geral costumam ter alternativas para flexibilizar o pagamento e ajudar na normalização em situações desse tipo. Entre em contato e verifique, por exemplo, se é possível fazer um recálculo da dívida.

Nesse caso, você pode conseguir abaixar um pouco as parcelas para que elas caibam no seu bolso durante esse período. Depois, quando estiver em um novo emprego, é possível entrar em contato novamente e ajustar as parcelas para reduzir os juros e adiantar o fim do financiamento.

Outra alternativa que vale a pena verificar com os bancos é o ajustamento dos vencimentos. Essa é uma opção mais viável para quem já tem outro emprego em vista e acredita que precisa de apenas alguns dias ou semanas para normalizar a situação.

Acione o seguro

Verifique no seu contrato de financiamento se você tem, já na entrega do apartamento, um seguro para desemprego. No programa Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, o comprador está protegido pelo Fundo Garantidor de Habitação Popular (FGHab). Isso nada mais é do que um seguro para situações imprevisíveis como perda ou redução de renda (além de óbito).

A cobertura do FGHab é de até 36 meses para pessoas com renda de até cinco salários mínimos. É uma ótima oportunidade para você ajustar as contas e retomar o pagamento.

Levante algum dinheiro

Em momentos de aperto financeiro, é preciso ter um olhar cuidadoso e definir quais são as necessidades. Levantar dinheiro deve estar entre as prioridades e, com isso, é hora de pensar no que pode ser vendido. Vender um carro ou uma moto, por exemplo, pode criar um fundo de emergência importante.

Vale destacar que automóveis são bens valiosos. Além de levantar um bom dinheiro, a venda pode reduzir outras despesas, como combustível, outros financiamentos, documentação etc. Se o momento é de definir as prioridades, é possível se planejar para que a venda dê à sua família a tranquilidade necessária até as coisas voltarem ao normal.

Assim, com um emprego novo, você poderá providenciar a compra de outro veículo. Além disso, se as coisas se resolverem em pouco tempo, você terá ainda algum dinheiro em caixa para dar de entrada. Por mais que algumas pessoas se sintam apegadas à praticidade do veículo, é um processo mais natural do que parece, e que pode poupar muita dor de cabeça no futuro.

Caso tenha um automóvel, faça as contas, veja quanto ele vale no mercado e calcule quanto tempo ele poderá ganhar para você — pense nisso como um investimento.

Não perca tempo

Um erro comum — e que não combina com financiamento em atraso — é a espera por um emprego exatamente com as características do anterior. Nesse cenário, a melhor opção é não perder tempo: vá atrás de fontes de renda alternativas e não deixe que o momento complicado se torne uma bola de neve de dívidas.

Empregos temporários são uma boa alternativa para quem não quer perder tempo. Em geral, eles oferecem estabilidade garantida por um período de até três ou seis meses. Consequentemente, você pode aproveitar para colocar a vida em ordem, procurar um emprego mais próximo da sua área e não deixar as dívidas acumularem.

Vale lembrar que, para fugir da crise, considere também arrumar um bico aos finais de semana, mesmo que seja de um ou dois dias por semana. Toda fonte de renda é válida nesse momento, e o esforço vale a pena quando você se lembra de que é para manter vivo o sonho do apartamento próprio.

Entregue alguns currículos, converse pessoalmente com os proprietários dos comércios locais e, mais do que nunca, peça aos amigos e familiares para indicarem você para outros conhecidos. Sua rede de contatos vale ouro quando o desemprego bate à porta.

Como dica final, lembramos da importância de buscar pelo emprego até mesmo às sextas-feiras e finais de semana. As empresas estão acostumadas a receberem enxurradas de currículos às segundas, enquanto o ritmo cai conforme os dias passam. O final da semana é o momento de demonstrar o seu real interesse e comprometimento com essa busca.

Coloque essas dicas em prática e organize a sua vida financeira para que ela não se torne uma dor de cabeça. Assim, se a frase “estou desempregado” passar pela sua cabeça, você saberá como proceder para manter o financiamento em dia. Em pouco tempo, as coisas voltarão ao seu devido lugar e você poderá aproveitar o seu apartamento com a tranquilidade que merece!

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