b765 Posso amortizar meu financiamento? Qual é a melhor forma? – Tenda



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Você tem dinheiro sobrando de recursos do FGTS e do 13º salário? Sabia que é possível amortizar seu financiamento utilizando essas rendas extras, reduzindo o valor que você paga mensalmente ou então terminando a dívida em menos tempo?

O primeiro passo para amortizar seu financiamento imobiliário é saber em qual categoria ele se enquadra e entender se realmente vale a pensa usar essa sobra financeira. Mais à frente abordaremos as tabelas existentes no mercado e quais são as vantagens e desvantagens de cada uma. Mas, antes, é necessário entender o que é amortização e quais são as vantagens do pagamento antecipado. Se interessou? Continue lendo e confira!

O que é a amortização?

A amortização de um financiamento é a redução total da dívida. Basicamente, a cada parcela que você paga, uma quantia do saldo devedor é quitada. É possível antecipar a quitação utilizando o FGTS, ou qualquer outro recurso financeiro, como o 13º salário. A amortização, ou pagamento antecipado da dívida, é um direito garantido por lei. Os bancos não podem se negar a receber antecipadamente os valores, e para isso devem aplicar os descontos de juros previstos em contrato. Caso o banco se recuse, ele deve ser denunciado ao Banco Central. Para amortizar o seu financiamento, o primeiro passo é procurar o banco e informar seu desejo. Se for usar o saldo do FGTS, é preciso estar atento se seu contrato foi firmado no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Caso a resposta seja sim, o uso do FGTS obedece às mesmas regras, mas só pode ser usado num intervalo de dois anos para amortizar o financiamento.

O que é melhor: reduzir as parcelas ou o tempo de financiamento?

Ao procurar esse tipo de opção, é possível que surja a dúvida sobre o que vale mais a pena: reduzir o valor das parcelas pagas mensalmente ou o tempo de financiamento. Então, saiba que, antes de mais nada, é preciso levar em conta qual foi o tipo de tabela utilizado em seu contrato: SAC ou Price.

Tabela SAC

A tabela SAC é um sistema de amortização que funciona constantemente ao longo do financiamento. Isso ocorre porque o valor de amortização nas parcelas se mantém o mesmo ao longo de todo o pagamento. O que altera é o valor dos juros e das taxas, que decrescem até o final da dívida. Esse valor vai reduzindo com o passar do tempo porque o valor financiado, isto é, o montante que você emprestou para comprar o imóvel, se manterá o mesmo da primeira à última parcela. Já o valor dos juros e das taxas incidirão somente sobre o saldo devedor. Por exemplo, num empréstimo de R$ 300 mil divididos em 60 parcelas, cada uma será de R$ 5 mil, ou seja, haverá amortização de R$ 5 mil mensalmente. Sobre o saldo devedor será aplicada a taxa de juros do banco. Se for 1% ao mês, no primeiro pagamento o contratante desembolsará R$ 5 mil de amortização, mais essa porcentagem de juros, que daria R$ 3 mil, totalizando R$ 8 mil de parcela. No segundo mês, os juros serão aplicados somente no saldo devedor, que passará a ser de R$ 295 mil. Nesse caso, o credor pagará no segundo mês R$ 5 mil, mais R$ 2.950 de juros referente a 1% cobrado pelo banco, ficando uma parcela de R$ 7.950. Com o passar do tempo, o valor vai reduzindo até chegar na última parcela, pagando-se os R$ 5 mil, mais 1% de juros sobre esse valor, totalizando R$ 5.050.

Tabela Price

A Tabela Price é também conhecida como Sistema de Amortização Francês (SAF). Ela determina que todo o financiamento é feito por parcelas iguais, diferentemente do que ocorre no sistema SAC. No financiamento composto, duas bases principais são usadas: amortização e saldo devedor. O saldo devedor é o valor que você ainda deve ao credor. Ou seja, caso o financiamento seja de um imóvel, o saldo devedor será o valor total do imóvel financiado. Já a amortização é a diminuição que acontece no saldo devedor, com o valor quitado a cada parcela do financiamento. Quando se opta pela Tabela Price, o financiamento será sempre com parcelas iguais até o final do contrato. Nesse modelo, o valor pago a cada mês é usado praticamente apenas para quitar juros, diminuindo pouco sobre o saldo devedor. Isso quer dizer que o cálculo dos juros considera o quanto você deve para o banco, ou seja, quanto maior o saldo devedor, mais juros serão cobrados. Com o sistema Price, ao final do financiamento você acabará pagando mais caro em relação a um sistema que usa a Tabela SAC. Além disso, se você quiser renegociar seu financiamento, pode haver prejuízos. Isso acontece porque, como explicado, as primeiras parcelas são usadas praticamente apenas para pagar os juros. Ao renegociar, o valor do saldo devedor se manterá igual. Ou seja, não é nada vantajoso.

Qual devo escolher?

Se você tiver opção de escolha no momento da assinatura do contrato, a melhor opção é o sistema SAC, já que até o final do seu financiamento o valor será cada vez menor. Esse é também o modelo mais comum de tabela adotado nos financiamentos imobiliários brasileiros. Antecipar as parcelas é recomendado principalmente para quem passa por dificuldades financeiras. Como os juros são cobrados pelo saldo devedor, ao escolher a antecipação você quitará a dívida, eliminando juros e taxas. Já para quem está endividado e com dificuldades em quitar as contas e manter a economia doméstica em dia, é mais interessante reduzir o valor pago a cada mês. Nesse caso, o tempo total de financiamento não é alterado, mas os valores antecipados são usados sobre o contrato total, reduzindo o valor das parcelas. Assim, o recomendado é usar o FGTS. Vale lembrar que, caso seu problema seja dívidas com cartão de crédito ou cheque especial, pode ser mais vantajoso usar essa sobra orçamentária para priorizá-las porque têm juros maiores do que os do financiamento. Agora que você já sabe como amortizar seu financiamento, temos certeza de que fará o melhor negócio e economizará dinheiro. Aproveite sua visita e leia também este artigo com dicas que vão deixar seu financiamento imobiliário mais “curto”. Boa leitura!
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