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Com prateleiras sempre recheadas de tentação, o supermercado não facilita a vida de quem quer poupar. Entretanto, existem estratégias simples capazes de ajudar a evitar sustos na hora de pagar a conta.


Será que dá para gastar menos e comer bem?

Engana-se quem pensa que, para comer de maneira saudável, é preciso consumir apenas as chamadas superfoods — termo criado pela indústria alimentícia para definir nomear aqueles alimentos com elevada composição nutricional. Nada disso!

Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde, a base para uma dieta saudável consiste em:

  • dar preferência para alimentos in natura, como verduras, frutas e ovos, ou minimamente processados, como arroz e feijão, além de mandioca, batata, outras raízes e tubérculos lavados, bem como carnes resfriadas e leite pasteurizado;
  • consumir esporadicamente alimentos processados, aqueles feitos com adição de óleos, gorduras, açúcar ou sal, como pães, queijos, iogurtes, legumes em conserva e frutas secas ou em calda;
  • evitar alimentos ultraprocessados, aqueles fabricados com uma série de aditivos, como refrigerantes, biscoitos, salgadinhos, macarrões instantâneos e nuggets, entre outros.

Só a partir dessas orientações já dá para perceber que nosso prato tipicamente brasileiro, composto de arroz, feijão, carne e salada, faz muito bem para a saúde, não é mesmo? Sem contar que o bolso também agradece! Essa deve, portanto, ser a base da sua alimentação diária.

Já as superfoods, por mais que sejam boas, são caras e desnecessárias. Enquanto isso, congelados não apenas fazem mal à saúde como encarecem a compra, devendo, na medida do possível, ficar de fora das refeições do dia a dia.

Como efetivamente economizar no supermercado?

Agora que você já sabe o que deve colocar no carrinho a partir de hoje, chegou a hora de conferir 9 dicas valiosas para economizar no supermercado!

1. Defina um orçamento

Acredite: determinar previamente o quanto você pode gastar o ajudará a não exagerar nas compras. No supermercado, lance mão de uma calculadora para somar os valores de tudo o que entra no carrinho. E nada de desrespeitar o orçamento, combinado? Se sobrar alguma verba, em vez de gastar com produtos supérfluos, poupe!

2. Faça uma lista

Antes de mais nada, confira o que está faltando no armário e na geladeira para fazer uma listinha com as respectivas quantidades necessárias. Na hora das compras, seja fiel ao que anotou! Dessa forma, além de prevenir esquecimentos, evitando idas e vindas, você não corre o risco de comprar o que já tem em casa ou de cair na tentação dos supérfluos.

Mas atenção: é preciso seguir a lista com inteligência, viu? Afinal, muitas vezes pode valer a pena substituir ingredientes de um mesmo grupo alimentar pelo que estiver disponível com melhor valor. A carne bovina está bem mais cara que a de porco, por exemplo? Então que tal trocar a receita?

3. Aproveite hortifrútis sazonais

Já reparou como frutas, legumes e verduras da estação são mais frescos e baratos? E isso é especialmente verdade quando falamos de produtos típicos da região, que não precisam percorrer grandes distâncias do local de cultivo às gôndolas dos mercados. Pois uma boa ideia para economizar nas compras é justamente dar preferência a esses itens sazonais!

Vale a pena se atentar também ao custo por trás de determinadas facilidades. Pense bem: ainda que os alimentos comercializados em embalagens já prontinhas para o consumo sejam muito práticos, são também bem mais caros. Por isso, vença a preguiça e se prepare para picar, refogar, saltear, assar e o que mais o maravilhoso mundo da culinária tem a oferecer!

4. Vá de barriga cheia

Se você já foi ao supermercado com fome, sabe: essa é uma fórmula certeira para gastar mais que o ideal. Afinal, quando o estômago fala mais alto, comprar alimentos ultraprocessados e em quantidade exagerada parece mais que razoável. Pois essa história acaba hoje! Fuja dos prejuízos (para as finanças e a saúde): só vá às compras depois de fazer uma boa refeição.

Outra medida bastante eficiente, muito usada por chefs de cozinha, é definir os cardápios a serem feitos no dia a dia a partir dos ingredientes que estão com bom preço e boa qualidade no mercado, sem ir às compras já com menus previamente definidos.

5. Compare preços e varie estabelecimentos

É fato: com a prática, você aprenderá a reconhecer o preço médio dos produtos que mais consome, conseguindo descobrir onde mais compensa comprar cada um. Com esse conhecimento, ficará fácil entender como, muitas vezes, dividir a lista de compras entre 2 ou 3 mercados pode valer a pena.

6. Aproveite descontos e ações promocionais

Já reparou como as maiores redes de supermercado costumam oferecer bons descontos em dias de menor movimento? Essas são ótimas oportunidades para adquirir itens que podem ser estocados por mais tempo. Há também sites que oferecem cupons de desconto. O que acha de fazer uma pesquisa on-line?

Ao mesmo tempo, fique atento em relação a promoções no estilo leve 3, pague 2. Lembre-se de que esse gatilho pode levar a aquisições desnecessárias, encarecendo a conta, ou até a vendas casadas, fazendo com que você pague mais por algo graças a um brinde sem utilidade.

7. Corte as compras por impulso

Nada de se deixar seduzir pelas provas de alimentos que não fazem parte da sua lista de compras! Para isso, evite a abordagem dos promotores contratados pelas marcas. Também tome cuidado com as compras por impulso enquanto aguarda sua vez na fila do caixa, corredor que é sempre rodeado por doces e salgadinhos.

8. Confira os valores registrados no caixa

Não esqueça de verificar se o preço cobrado no caixa condiz com os expostos nas gôndolas e prateleiras, uma vez que promoções criadas há pouco tempo podem ainda não constar no sistema. Revise o cupom fiscal sem pressa e, se encontrar alguma incoerência, comunique o responsável imediatamente.

9. Fique atento às datas de validade

Organize a despensa de casa deixando à frente aqueles produtos que estão mais próximos do vencimento. Com essa prática simples, você consegue evitar desperdícios, o que se reflete diretamente na economia doméstica. Além disso, habitue-se a aproveitar os alimentos integralmente. Cascas e talos, por exemplo, podem ser usados em uma série de preparos gostosos e saudáveis, sabia?

Quando vale a pena evitar a ida ao mercado?

Se o objetivo é comprar itens de consumo imediato, como pão, é melhor ir à padaria do bairro que ao supermercado. Assim, você corre o risco de levar para casa uma série de complementos disponíveis no caminho percorrido da prateleira do pão até o caixa. Já pensou que a panificadora fica no fundo do supermercado por um motivo?

O que você tem que entender, portanto, é que, mesmo que o preço do pão no mercado seja mais barato que na padaria, o gasto final tende a ser maior quando você se depara com distrações pelo meio do caminho.

Por fim, para a economia ser real, é preciso ir às compras como um profissional. Afinal, economizar no supermercado exige planejamento, foco e até uma dose extra de paciência. Mas a boa notícia é que, em pouco tempo, essa postura consciente se torna habitual, de modo que você passa a praticá-la naturalmente. Pronto para dar o primeiro passo agora?

Se você gostou das dicas deste post, não deixe de compartilhá-lo em suas redes sociais para ajudar seus amigos e familiares a pouparem com gastos desnecessários!

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