Famílias que ganham até dez salários mínimos por mês vão ser beneficiadas com subsídios e linha de crédito a juros baixos.

O sábado foi para fazer planos. “Se Deus quiser vai fechar negócio. Estou até nervoso”, afirma o motorista Rodrigo Rinaldi. “A gente já sai sonhando em mudar”, conta o autônomo Fábio de Lima.

Nesta última semana, o pacote habitacional anunciado pelo governo aumentou as chances de quem quer sair do aluguel. Famílias que ganham até dez salários mínimos por mês vão ser beneficiadas com subsídios e uma linha de crédito a juros baixos. “Isso motiva a gente. Atraiu a gente a procurar”, diz a analista contábil Cecília Eloi.

“A partir do momento em que anunciaram o pacote, o nosso volume teve esse aumento expressivo em todas as nossas praças. O cliente está ligando, está mais interessado e quer saber como pode fazer para comprar”, afirma o diretor regional da construtora Peterson Quirino.

Em conjuntos habitacionais de prédios pequenos de quatro andares no máximo, sem elevados, apartamentos de dois quartos e com 48 metros quadrados de área, o tempo de venda de cada unidade era de três a seis meses. Agora, com essas novas medidas, os corretores esperam vender todos os apartamentos do conjunto em muito menos tempo.

Em Belo Horizonte, o mercado já sente os efeitos do novo plano. Duzentas e cinquenta unidades foram vendidas em apenas oito horas.

A renda familiar de Érico e Bruna, de R$ 5 mil, ultrapassa o perfil dos beneficiados pelo pacote. Mesmo assim, eles fecharam o negócio. “O valor do imóvel que a gente está comprando está barato”, diz Bruna.

O sino anuncia mais uma venda. O imóvel de Rogério e Gabriela só fica pronto daqui dois anos, prazo marcado para um outro grande acontecimento. “Assim que o prédio ficar pronto, a gente casa”, afirma a analista de compras Gabriela Rodrigues Santos.

Fonte: Jornal Nacional

Compartilhe:
  • Twitter
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Technorati
  • StumbleUpon
  • Google Bookmarks