Os brasileiros que comprarem a casa própria por meio do programa Minha Casa, Minha Vida terão um seguro contra o desemprego. Famílias com renda entre três e dez salários mínimos serão atendidas pelo Fundo Garantidor, que receberá recursos de R$ 2 bilhões do governo federal. Em caso de queda da renda do mutuário, o total das prestações deixará de ser pago por um período, e as parcelas serão remanejadas para o fim do contrato.

Famílias com renda de três a cinco salários por mês (R$ 1.395 a R$ 2.325) poderão ficar até 36 meses sem pagar o financiamento em caso de desemprego. Nesse período, o Fundo Garantidor cobrirá 95% do custo – os 5% restantes serão sendo pagos pelo mutuário.
Na faixa de renda de cinco a oito mínimos (R$ 2.325 a R$ 3.720), 24 prestações serão garantidas pelo fundo. De oito a dez (R$ 3.720 a R$ 4.650), 12 prestações. Enquanto estiver desempregado, o mutuário precisará fazer uma solicitação formal para continuar utilizando o fundo a cada seis meses.
Para o mercado, a medida vai aumentar a procura por imóveis de até R$ 130 mil – limite previsto no plano. O fundo vai dar tranquilidade para o cliente , afirma Paulo Mazzali, diretor de financiamento da construtora Tenda. Imagine que, em 30 anos de financiamento, a pessoa possa perder o emprego. Com o fundo, ela terá fôlego. Mazzali lembra que famílias com renda de até dez salários mínimos têm dificuldades para acumular poupança para emergências ao longo do tempo. Com o Fundo Garantidor, haverá mais tempo para que o mutuário se recoloque no mercado de trabalho, sem que seu orçamento seja pressionado pelas parcelas do financiamento.

Fonte: Jornal da Tarde

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