SÃO PAULO – O setor de construção civil, que apresentou em 2008 os melhores resultados financeiros dos últimos anos, vê os empreendimentos voltados ao segmento econômico ganharem ainda mais força após o anúncio do pacote de incentivo do governo federal, com objetivo de minimizar os efeitos da turbulência econômica internacional. Mesmo as construtoras sem tradição no setor, já demonstram interesse nos projetos econômicos.
Com os negócios totalmente voltados para as faixas mais baixas de renda, a incorporadora Construtora Tenda registrou um crescimento de 641%, no número de cadastros de clientes, no site da companhia, que saltou da média diária de 525 para 3,8 mil, após o governo ter revelado as ações de fomento ao setor. Os acessos também tiveram incremento de mais de 80%.
Fonte: DCI
Você vai ver como é fácil comprar seu imóvel na Tenda
Coloque todas as suas despesas no papel e veja como você pode economizar. Use o método ABCD.
A – Alimentação – sua despesa fundamental = Aluguel + Alimentação
B – Básico – despesas como contas de luz, água, condomínio, escola e transporte.
C – Contornável – despesas que você, em caso de necessidade, abre mão sem muito sacrifício.
D – Dispensável – gastos que você pode cortar, normalmente são gastos supérfluos.
Nas lojas Tenda, nossos vendedores buscam o imóvel ideal, que caiba no seu orçamento.
Ainda não há regras para construção, mas o valor máximo permite antever características.
O governo já definiu o valor teto dos imóveis a serem contemplados pelo programa, mas não especificou de que forma serão construídos. Mas, para quem tem renda que varia de três a dez salários mínimos, é possível ter uma idéia se vale a pena participar do programa ou se esforçar para comprar a casa própria sem usar as facilidades.
Para isso, basta analisar os imóveis cujos preços médios variam de R$ 60 mil a R$ 130 mil, valor máximo que será incluído no programa.
Amilton Ferreira, gerente de vendas da Tenda em São Paulo, conta que, em sua empresa, são prédios com 120 apartamentos, sendo quatro por andar e com, no máximo, seis andares; e condomínios fechados com cerca de 100 unidades, que podem ter casas térreas ou sobrados. A área útil varia entre 38 m² e 48 m².
A maioria dessas unidades tem dois ou três dormitórios, sala, cozinha, banheiro, área molhada e uma vaga na garagem e pé direito de 2,6 metros.
Na área comum, possuem portaria 24 horas, playground, espaço gourmet, garagens, quadra poliesportiva e gramada e alguns deles até piscina.
Eles estão localizados em regiões distantes do Centro, mas que possuem fácil acesso para outras regiões através de transporte. Na capital, são bairros, como Guaianazes e Itaquera. Na Região Metropolitana e no Interior do Estado, geralmente estão localizados em Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Carapicuíba, Osasco e Santo Amaro, todos com fácil acesso ao trem, Metrô ou terminais de ônibus.
Com relação aos acabamentos, o imóvel é entregue com aplicação de massa em paredes, piso frio em cozinhas, louças e metais sanitários, azulejo na área molhada e no banheiro, portas, batentes e fechaduras; parte elétrica com interruptores e pontos instalados.
Os materiais de construção utilizados, diz Amilton, estão dentro das normas de qualidade. A construtora consegue reduzir o preço com fornecedores, fazendo pedidos em grande escala.
As janelas, diz, são de alumínio anodizado, com vidro liso transparente, as louças e metais pertencem à linha básica das fabricantes, e as portas externas e interna são de madeira pintada.
O piso é de concreto nivelado, exceto para área molhada, que são de cerâmica. É dada a opção para o cliente de personalização do espaço através de kits, que são opcionais. Possuem laje acabada e os sobrados possuem também telha colonial.
PERFIL
Prédio com 120 apartamentos, sendo quatro por andar e, com no máximo, seis andares; e condomínios fechados com cerca de 100 unidades, que podem ter casas térreas ou sobrados.
Área útil de 38 m2 a 48 m2.
Dois ou três dormitórios, sala, cozinha, banheiro, área molhada e uma vaga na garagem e pé direito de 2,6 m.
Área comum com portaria 24 horas, playground, espaço gourmet, garagens, quadra poliesportiva e gramada e alguns deles até piscina.
Em regiões distantes do centro, mas que possuem fácil acesso para outras regiões através de transporte.
Fonte: Jornal da Tarde
Os construtores brasileiros ficaram satisfeitos com o pacote habitacional lançado ontem, mas não disfarçam a apreensão com a capacidade de sinergia entre os atores envolvidos. Sem a atuação coordenada dos governos federal,estaduais e municipais, a Caixa Econômica Federal, os cartórios e os órgãos de licenciamento ambiental, os empresários temem que o pacote não seja bem-sucedido. Os ingredientes para ele dar certo, porém, estão presentes.
O conjunto do pacote é abrangente, os gargalos foram atacados e há recursos suficientes.Mas será preciso uma sinergia.
Hoje o licenciamento ambiental é um dos grandes entraves afirmou Roberto Senna, presidente da Bairro Novo, empresa do Grupo Odebrecht.
Um dos principais articuladores do pacote, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady, lembrou que o momento é histórico para a indústria da construção e que traduz muito do que o setor vinha defendendo.
Ele alerta, porém, que outro desafio para o plano dar certo é ter terras suficientes para construir as casas: A União tem terrenos suficientes e os estados e municípios também deverão contribuir.
Esse não deverá ser um problema para a Construtora Tenda, voltada ao público de quatro a dez salários mínimos.
Segundo seu presidente, Carlos Trostli, seu estoque de terrenos é suficiente para erguer 54 mil unidades nos próximos anos, atendendo parte do público do programa do governo.
Para Trostli, o plano é capaz de transformar o setor, mas é fundamental manter a interação entre empresas e governo: O pacote funciona e tem de ser operacionalizado pelo governo e pela iniciativa privada. Não existem soluções espontâneas.
Fonte: O Globo
Do total de um milhão de moradias que serão construídas pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida , anunciado ontem pelo governo federal, quase 184 mil serão destinadas às famílias do Estado de São Paulo. Os imóveis custarão até R$130 mil e atenderão aos trabalhadores com renda entre zero e dez salários mínimos.
O projeto inclui, além do financiamento direto a construtoras e mutuários, a redução da alíquota do Regime Especial Tributário de 7% para 1% e a diminuição do valor de algumas taxas, como o seguro em caso de morte e as custas cobradas pelos cartórios.
O programa cria ainda um fundo garantidor, que assegura o pagamento das parcelas em caso de desemprego do trabalhador.
Para as famílias de baixa renda, que recebem até três salários mínimos por mês (R$1.395), o governo vai custear integralmente o valor do imóvel. A parcela a ser paga durante dez anos será apenas simbólica: o custo mínimo é de R$ 50 e pode chegar a, no máximo, 10% da renda. Não há análise de crédito e o pagamento só começa depois que as chaves do imóvel forem entregues.
Para quem ganha mais de três salários mínimos por mês, as prestações também ficarão mais baratas. Os juros cairão de 8,16% ao ano mais TR para 6% ao ano mais TR para quem ganha de cinco a seis salários. Já as famílias com renda entre três a cinco salários pagarão juros de 5% ao ano mais TR. Para quem recebe de seis a dez salários, não foi confirmada alteração na taxa – se ficar mesmo como está, os juros são de 8,16% ao ano mais TR.
Como participar do programa
As famílias com renda até três mínimos deverão procurar a Prefeitura, o governo do Estado ou movimentos sociais para se cadastrar no programa. Já para os trabalhadores com renda superior a três salários, a comercialização dos imóveis será feita por meio das próprias construtoras e da Caixa.
Embora seja um projeto de grandes proporções, o número de casas a serem construídas está longe de ser suficiente para atender a demanda – o déficit habitacional no Brasil é estimado em 7,2 milhões de moradias. É certo que muitas pessoas ficarão de fora do programa, avisa Nabil Bonduki, urbanista que coordenou o desenvolvimento do Plano Nacional de Habitação (base para o programa atual). Daí a importância de o governo tratar o projeto não apenas como algo pontual, mas como um plano de longo prazo.
O atendimento às famílias também não será imediato. O vice-presidente da Caixa, Jorge Hereda,diz que o banco estará pronto para iniciar a operação do programa apenas a partir do dia 13 de abril.
O tempo de construção dos imóveis, entretanto, tende a diminuir – o governo espera que o prazo caia de 33 meses para 11. O diretor de financiamentos da construtora Tenda, Paulo Mazzali, explica que o plano forçará a redução do tempo de entrega.
Fonte: Jornal da Tarde
Os brasileiros que comprarem a casa própria por meio do programa Minha Casa, Minha Vida terão um seguro contra o desemprego. Famílias com renda entre três e dez salários mínimos serão atendidas pelo Fundo Garantidor, que receberá recursos de R$ 2 bilhões do governo federal. Em caso de queda da renda do mutuário, o total das prestações deixará de ser pago por um período, e as parcelas serão remanejadas para o fim do contrato.
Famílias com renda de três a cinco salários por mês (R$ 1.395 a R$ 2.325) poderão ficar até 36 meses sem pagar o financiamento em caso de desemprego. Nesse período, o Fundo Garantidor cobrirá 95% do custo – os 5% restantes serão sendo pagos pelo mutuário.
Na faixa de renda de cinco a oito mínimos (R$ 2.325 a R$ 3.720), 24 prestações serão garantidas pelo fundo. De oito a dez (R$ 3.720 a R$ 4.650), 12 prestações. Enquanto estiver desempregado, o mutuário precisará fazer uma solicitação formal para continuar utilizando o fundo a cada seis meses.
Para o mercado, a medida vai aumentar a procura por imóveis de até R$ 130 mil – limite previsto no plano. O fundo vai dar tranquilidade para o cliente , afirma Paulo Mazzali, diretor de financiamento da construtora Tenda. Imagine que, em 30 anos de financiamento, a pessoa possa perder o emprego. Com o fundo, ela terá fôlego. Mazzali lembra que famílias com renda de até dez salários mínimos têm dificuldades para acumular poupança para emergências ao longo do tempo. Com o Fundo Garantidor, haverá mais tempo para que o mutuário se recoloque no mercado de trabalho, sem que seu orçamento seja pressionado pelas parcelas do financiamento.
Fonte: Jornal da Tarde